
A rejeição do Projeto de Lei 06/2026, que propõe a criação do programa “Família Acolhedora” em Gravatá, provocou forte reação do vereador Léo do Ar durante a reunião legislativa desta terça-feira (28). A proposta tem como objetivo oferecer acolhimento temporário a crianças e adolescentes afastados de suas famílias por determinação judicial.

Inconformado com a decisão da comissão responsável, o parlamentar cobrou explicações e afirmou que pretende se aprofundar no caso. Segundo ele, o tema exige atenção urgente por envolver diretamente a proteção de menores em situação de vulnerabilidade.

Durante o discurso, Léo do Ar trouxe à tona uma realidade vivida dentro da própria casa. Ele relatou que sua esposa, que atua como conselheira tutelar no município, enfrenta jornadas exaustivas e situações delicadas ao lidar com crianças afastadas de suas famílias. De acordo com o vereador, não é incomum que ela saia de madrugada para atender ocorrências e só retorne horas depois, muitas vezes acompanhando menores em situação de risco.
Para o parlamentar, a rejeição do projeto ignora um problema grave e recorrente. Ele classificou a situação como inaceitável e reforçou a necessidade de entender os critérios adotados pela comissão ao barrar a proposta.
Mesmo diante da controvérsia, o projeto segue em tramitação e permanece em fase de discussão única na Câmara. A expectativa agora é de que o tema volte ao centro do debate, diante da pressão pública e política gerada pelas declarações.
A criação do programa “Família Acolhedora” é vista por especialistas como uma alternativa mais humanizada ao acolhimento institucional, permitindo que crianças e adolescentes tenham suporte em ambiente familiar provisório enquanto aguardam decisões judiciais.
Os próximos passos dependerão da condução do Legislativo e de possíveis revisões no parecer da comissão, o que pode reabrir caminho para a aprovação da proposta.








