
A Marinha do Brasil confirmou a realização de um grande exercício militar conjunto com forças dos Estados Unidos no litoral do Rio de Janeiro. O destaque da operação será a chegada do porta-aviões USS Nimitz, prevista para o dia 7 de maio, marcando uma das últimas missões do navio antes de sua aposentadoria.

As manobras fazem parte da Operação “Southern Seas 2026” e devem ocorrer entre os dias 11 e 14 de maio. A ação será conduzida pela frota naval norte-americana e contará com a participação de diferentes embarcações e aeronaves de alta capacidade militar.

Além do Nimitz, também estará presente o destróier USS Gridley, acompanhado do grupo Destroyer Squadron 9. O exercício reúne ainda caças F/A-18E/F Super Hornet, aeronaves de guerra eletrônica EA-18G Growler, aviões de transporte C-2A Greyhound e helicópteros MH-60 Seahawk.
A operação envolve treinamentos no mar e também uma escala portuária no Rio, com participação ativa da Marinha brasileira. O objetivo principal é ampliar a integração entre as forças navais dos dois países, melhorando a capacidade de atuação conjunta em diferentes cenários marítimos.
De acordo com o contra-almirante Carlos Sardiello, que comanda as Forças Navais do Comando Sul dos EUA e a 4ª Frota, a iniciativa permite aperfeiçoar a atuação coordenada entre nações parceiras em toda a área marítima.
Já o contra-almirante Carlos Marcelo Fernandes Considera destacou que a operação fortalece a cooperação no Atlântico Sul e contribui diretamente para o avanço das capacidades operacionais das marinhas envolvidas.
O USS Nimitz, com cerca de 330 metros de comprimento, é considerado o porta-aviões mais antigo ainda em atividade na Marinha dos Estados Unidos. A embarcação está em fase final de operação e deve ser desativada no próximo ano, tornando esta missão uma de suas últimas viagens.
Especialistas apontam que o navio realiza uma espécie de despedida operacional, passando por diferentes regiões da América do Sul. Segundo o comandante Leonardo Mattos, professor da Escola de Guerra Naval, a presença da embarcação e os exercícios previstos seguem as normas brasileiras e não representam qualquer irregularidade.
A expectativa é que a operação amplie o nível de cooperação militar entre Brasil e Estados Unidos, além de servir como vitrine para o poder naval norte-americano em águas do Atlântico Sul.








