Janaína Paschoal questiona eleitores após derrota na disputa por vaga na Câmara dos Deputados
Vereadora de São Paulo recebeu cerca de 46,7 mil votos nas eleições de 2026 e ficou na segunda suplência; parlamentar quer compreender por que sua atuação política não garantiu a eleição.

A vereadora Janaína Paschoal (PP-SP) decidiu transformar o resultado das eleições de 2026 em um debate público sobre sua trajetória política. Durante pronunciamento na Câmara Municipal de São Paulo, a parlamentar questionou os motivos que levaram os eleitores a não lhe conceder votos suficientes para conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Conhecida nacionalmente por ter participado da elaboração do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Janaína disputou uma vaga de deputada federal pelo Progressistas. Apesar da expectativa de que pudesse contribuir para ampliar a representação da legenda em Brasília, terminou a eleição com aproximadamente 46,7 mil votos.
O desempenho ficou abaixo da votação alcançada pela própria parlamentar nas eleições municipais de 2024, quando recebeu 48.893 votos e conquistou uma cadeira na Câmara Municipal paulistana. Na disputa federal deste ano, Janaína terminou como segunda suplente da federação União Progressista, composta pelo PP e pelo União Brasil.
Durante seu discurso, a vereadora demonstrou interesse em compreender como seu trabalho é percebido pela população. Ela levantou a possibilidade de que suas atividades parlamentares não estejam recebendo a visibilidade necessária ou de que seu perfil político não corresponda às expectativas de parte do eleitorado.
Janaína também apresentou argumentos em defesa de sua atuação no Legislativo. Segundo a parlamentar, seu mandato é marcado pela fiscalização dos recursos públicos, pelo cuidado na destinação de emendas parlamentares e pela análise criteriosa das propostas submetidas à votação.
A vereadora ressaltou ainda que procura desenvolver posicionamentos próprios e estudar os projetos antes de tomar decisões. A partir dessas características, questionou se os eleitores conhecem efetivamente seu trabalho ou se preferem representantes com outro estilo de atuação política.
Na eleição para deputado federal em São Paulo, a federação União Progressista conquistou cinco cadeiras. Pelo Progressistas, foram eleitos Sargento Nantes, Maurício Neves e Coronel Telhada. O União Brasil garantiu outras duas vagas, ocupadas por Sirlange Manga, esposa do prefeito de Sorocaba, e Milton Leite Filho, filho do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite.
O resultado deixou Janaína fora da composição inicial da bancada paulista na Câmara Federal. Como segunda suplente da federação, ela poderá assumir uma vaga futuramente caso ocorram afastamentos ou outras situações previstas na legislação eleitoral.
A manifestação da vereadora também trouxe à discussão a relação entre desempenho parlamentar, comunicação política e reconhecimento nas urnas. Ao pedir explicações diretamente aos eleitores, Janaína sinalizou que pretende compreender os fatores que influenciaram sua votação e avaliar como sua atuação é recebida pela sociedade.
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