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Economia

Euro despenca para R$ 5,61 após primeiro turno das eleições no Brasil e crise fiscal na França

Moeda europeia sofre forte queda diante do real nesta segunda-feira (5), em um dia marcado pela reação do mercado à liderança de Flávio Bolsonaro sobre Lula e pelas preocupações com a dívida francesa

O euro registrou forte desvalorização frente ao real nesta segunda-feira (5), chegando à faixa de R$ 5,61, em meio a uma combinação de fatores domésticos e internacionais. No Brasil, o mercado reagiu ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial, enquanto na Europa aumentaram as preocupações com a situação fiscal da França.

A queda da moeda europeia diante do real ocorre após a votação de domingo (4). Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), levando a disputa presidencial para o segundo turno.

No cenário internacional, o euro também enfrenta pressão provocada pelas dúvidas sobre as contas públicas da França. A venda de títulos franceses reacendeu preocupações sobre a capacidade da segunda maior economia da zona do euro de controlar seu déficit e colocar a dívida pública em uma trajetória considerada mais sustentável.

Um dos indicadores acompanhados pelos investidores é a diferença entre os rendimentos dos títulos franceses e dos Bunds alemães, considerados ativos de referência na Europa. Esse diferencial chegou a aproximadamente 150 pontos-base na sexta-feira, maior patamar desde a crise da dívida soberana da zona do euro em 2011, antes de recuar para cerca de 140 pontos-base.

Na cotação mais recente apresentada, o diferencial voltava a avançar, alcançando 145,50 pontos-base. O movimento representa uma exigência maior de retorno por parte dos investidores para manter títulos franceses diante do aumento da percepção de risco.

No Brasil, o resultado eleitoral também entrou no radar dos mercados. Flávio Bolsonaro abriu vantagem de aproximadamente 2,2 milhões de votos sobre Lula no primeiro turno, e os investidores passaram a acompanhar os desdobramentos políticos e econômicos da campanha para a etapa decisiva.

Com pressões simultâneas sobre a moeda europeia no exterior e movimentação do mercado brasileiro após as eleições, o euro apresentou uma queda acentuada frente ao real. O comportamento do câmbio, no entanto, continuará sujeito às mudanças no cenário político brasileiro e às preocupações fiscais que atingem a França e a zona do euro.

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