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Dólar hoje: moeda despenca e Ibovespa chega aos 209 mil pontos após liderança de Flávio Bolsonaro

Mercado financeiro tem sessão de forte euforia nesta segunda-feira (5), primeiro pregão após o resultado das urnas; dólar rompe a barreira dos R$ 5 e Bolsa brasileira alcança máxima histórica intradiária

O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais provocou uma forte reprecificação dos ativos brasileiros nesta segunda-feira (5). Com Flávio Bolsonaro (PL) terminando a votação à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o dólar despencou, enquanto o Ibovespa disparou e chegou à região dos 209 mil pontos, estabelecendo um novo recorde durante o pregão.

A reação começou ainda antes da abertura oficial dos negócios no Brasil. Fundos que acompanham ações brasileiras negociados no exterior registraram forte valorização depois da confirmação do resultado eleitoral. O movimento antecipou o clima que tomaria conta da B3 nas primeiras horas desta segunda-feira.

No câmbio, a mudança foi igualmente expressiva. O dólar, que encerrou a semana passada na casa dos R$ 5,22, chegou a ser negociado abaixo dos R$ 5, com cotações próximas de R$ 4,95 durante a manhã. A queda superou 4% em determinados momentos da sessão, fortalecendo o real diante da moeda norte-americana.

Na Bolsa, o movimento ganhou ainda mais força. O Ibovespa avançou mais de 9% e chegou a 209.605 pontos, segundo dados registrados durante a manhã, renovando sucessivamente sua máxima histórica intradiária. Bancos, empresas ligadas ao consumo e companhias consideradas mais sensíveis ao cenário doméstico estiveram entre os principais destaques da sessão.

A euforia está diretamente relacionada à leitura dos investidores sobre o resultado das urnas. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A vantagem do candidato do PL surpreendeu parte do mercado porque levantamentos divulgados nos últimos dias da campanha apontavam um cenário diferente.

Com o resultado, investidores passaram a recalcular as probabilidades para o segundo turno e os possíveis rumos da política econômica brasileira a partir de 2027. Entre os fatores considerados pelo mercado estão as expectativas relacionadas ao controle dos gastos públicos, política fiscal, reformas econômicas e comportamento da dívida pública. A nova composição política do Congresso também entrou nessa avaliação.

O entusiasmo atingiu diretamente as ações de grandes empresas. Papéis de bancos registraram fortes valorizações, enquanto empresas como Magazine Luiza chegaram a subir mais de 20%. A B3 e o BTG Pactual também apareceram entre as maiores altas do pregão.

Apesar da reação extraordinária desta segunda-feira, o cenário permanece sujeito a fortes oscilações. A eleição presidencial ainda não terminou e Flávio Bolsonaro e Lula disputarão o segundo turno em 25 de outubro. Pesquisas eleitorais, alianças políticas e, principalmente, as propostas econômicas apresentadas pelos candidatos deverão continuar influenciando o dólar, os juros e a Bolsa nas próximas semanas.

Por enquanto, o primeiro pregão depois das urnas é marcado por uma das reações mais intensas recentes do mercado brasileiro: dólar abaixo dos R$ 5, real valorizado e Ibovespa alcançando pela primeira vez a faixa dos 209 mil pontos.

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