Chuva de meteoros formada por fragmentos do cometa Halley poderá ser vista no céu de Pernambuco
Fenômeno das Orionídeas atinge seu período de maior atividade nesta quarta-feira (21) e poderá produzir cerca de 20 meteoros por hora em condições ideais de observação.

O céu brasileiro poderá oferecer um espetáculo astronômico nesta quarta-feira (21), com o pico de atividade da chuva de meteoros Orionídeas. O fenômeno, provocado por partículas deixadas pelo cometa Halley durante suas passagens pelo Sistema Solar, poderá ser observado a olho nu em diferentes regiões do país, incluindo Pernambuco.
De acordo com estimativas da Organização Internacional de Meteoros (IMO), a chuva pode apresentar 20 ou mais meteoros por hora quando as condições de observação são favoráveis. Entretanto, essa quantidade representa uma previsão para locais com céu escuro e boa visibilidade, não significando que todos os observadores conseguirão identificar o mesmo número de meteoros.
Em Recife, capital pernambucana, o intervalo indicado para acompanhar o fenômeno nesta quarta-feira será aproximadamente entre 1h20 e 3h43 da madrugada. Nesse período, a ausência da luz direta da Lua poderá favorecer a identificação dos rastros luminosos produzidos pelas partículas que atravessam a atmosfera terrestre.
A luminosidade lunar é um dos fatores que podem prejudicar a observação, especialmente dos meteoros menos brilhantes. Por isso, a recomendação é procurar locais afastados da iluminação artificial e com ampla visão do céu, preferencialmente depois que a Lua desaparecer no horizonte e antes do início do amanhecer.
As regiões Norte e Nordeste apresentam condições astronômicas relativamente favoráveis para acompanhar as Orionídeas. Isso acontece porque a região do céu de onde os meteoros parecem surgir alcança uma posição mais elevada, facilitando a observação durante a madrugada.
Para localizar essa região, uma referência é a constelação de Órion, facilmente reconhecida pelas três estrelas popularmente chamadas de Três Marias. Depois da meia-noite, a constelação poderá ser encontrada entre as direções leste e nordeste, elevando-se gradualmente no céu.
Apesar dessa referência, não é necessário manter os olhos voltados exclusivamente para Órion. Os meteoros podem surgir em diferentes pontos do céu, tornando mais interessante observar uma área ampla, sem obstáculos como prédios, árvores ou iluminação intensa.
Outro detalhe que chama a atenção é a velocidade das partículas. Ao atingirem a atmosfera terrestre, os fragmentos associados ao cometa Halley viajam a aproximadamente 66 quilômetros por segundo. O atrito e a compressão do ar durante a passagem produzem os rastros luminosos conhecidos popularmente como estrelas cadentes. Alguns permanecem visíveis por instantes após a passagem do meteoro.
Qual é a relação entre o cometa Halley e as Orionídeas?
O cometa Halley deixa partículas de poeira e pequenos fragmentos ao longo de sua trajetória pelo Sistema Solar. Quando a Terra atravessa uma região ocupada por esses resíduos, parte do material entra na atmosfera em alta velocidade, produzindo os meteoros observados durante a chuva das Orionídeas.
Portanto, não é necessário que o próprio cometa esteja próximo da Terra para que o fenômeno aconteça. O que pode ser visto são os efeitos da entrada dos fragmentos deixados por ele em passagens anteriores.
A observação não exige telescópios, binóculos ou equipamentos especiais. Na realidade, esses instrumentos podem dificultar a experiência por limitarem o campo de visão. O mais indicado é acompanhar o céu diretamente, em um ambiente escuro e com condições meteorológicas favoráveis.
Embora a estimativa seja de aproximadamente 20 meteoros por hora, a quantidade efetivamente observada poderá ser menor, principalmente nas áreas urbanas, onde a iluminação artificial reduz a visibilidade dos fenômenos astronômicos.
Palavras-chave: chuva de meteoros 2026, Orionídeas, cometa Halley, meteoros em Pernambuco, chuva de meteoros em Recife, estrelas cadentes, fenômeno astronômico, observação do céu, astronomia, chuva de meteoros outubro.



