
A barragem do Cipó será completamente esvaziada e demolida após estudos técnicos apontarem alto risco de rompimento, acendendo um alerta para possíveis danos à população.

A estrutura, que fica na zona rural de Caruaru e está desativada há décadas, apresentou sinais graves de comprometimento, levando a prefeitura a decidir pelo descomissionamento definitivo.

Segundo a gestão municipal, análises detalhadas identificaram vazamentos internos e infiltrações na base do paredão, o que indica perda de estabilidade e risco real de colapso.
Diante desse cenário, a solução adotada será o esvaziamento controlado do reservatório, seguido da demolição da estrutura para eliminar qualquer perigo.
O processo será feito por meio de sifonamento, técnica que permite reduzir o nível da água gradualmente, com vazão estimada entre 4 e 8 metros cúbicos por minuto. A água será direcionada de forma segura para o leito do Rio Ipojuca.
Especialistas afirmam que a barragem possui material com características expansivas, o que inviabiliza qualquer tentativa de recuperação estrutural.
A operação contará com o acompanhamento de órgãos como a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e a Defesa Civil, que também vai monitorar cidades localizadas ao longo do rio.
Municípios como Bezerros e Gravatá estão no radar das autoridades, que vão acompanhar possíveis alterações no nível da água durante o esvaziamento.
Apesar de medidas anteriores, como a retirada de moradores da área próxima, os técnicos concluíram que apenas a demolição completa pode garantir a segurança da região.
A ação é considerada preventiva e busca evitar um possível desastre, garantindo a proteção de vidas e reduzindo riscos ambientais no entorno da barragem.








