Escândalo na Alepe: Polícia revela esquema de ‘rachadinha’ que desviou milhões e envolve ex-deputados

Operação Draft mira grupo suspeito de fraudar salários de assessores e ocultar dinheiro público; prejuízo passa de R$ 2,8 milhões

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A Polícia Civil de Pernambuco colocou em marcha, na manhã desta quarta-feira (15), uma ofensiva contra um esquema milionário de desvio de dinheiro dentro da Assembleia Legislativa do estado. Batizada de Operação Draft, a ação investiga a atuação de um grupo suspeito de manipular cargos públicos para desviar recursos, com prejuízo já estimado em pelo menos R$ 2,8 milhões.

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Entre os investigados estão servidores e dois ex-deputados estaduais. A Justiça autorizou o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão em cidades da Região Metropolitana do Recife, incluindo a capital, Olinda e Jaboatão dos Guararapes. Também foi determinado o bloqueio de bens e contas bancárias dos alvos.

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As apurações começaram em dezembro de 2023 e apontam para crimes como peculato, concussão e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava uma prática conhecida como “rachadinha”, na qual funcionários nomeados formalmente não exerciam funções reais e eram obrigados a devolver a maior parte dos salários.

De acordo com os investigadores, os chamados “assessores fantasmas” recebiam vencimentos que variavam entre R$ 6 mil e R$ 18 mil, mas ficavam com apenas uma pequena quantia, cerca de R$ 300. O restante era repassado aos operadores do esquema.

A investigação também identificou estratégias para esconder a origem ilícita do dinheiro. Entre elas, o uso de contas de terceiros e movimentações financeiras fracionadas, simulando transações legítimas para dificultar o rastreamento.

Durante a operação, foram apreendidos valores em espécie, inclusive em moedas estrangeiras, além de barras de prata. O valor desses metais pode variar conforme o peso, chegando a até R$ 23 mil por quilo, o que reforça a suspeita de tentativa de ocultação de patrimônio.

As irregularidades teriam ocorrido entre 2015 e 2019, dentro de um gabinete parlamentar da Alepe. Apesar da gravidade do caso, os nomes dos envolvidos ainda não foram divulgados, sob justificativa de não comprometer o andamento das investigações.

A Polícia Civil segue analisando o material apreendido e não descarta novas fases da operação. O avanço do caso pode levar à identificação de outros participantes e ao aprofundamento das acusações, ampliando o alcance do escândalo político no estado.

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