A política de Gravatá, no Agreste pernambucano, já começou a desenhar um dos cenários mais comentados das eleições de 2026. No tabuleiro da disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), dois nomes surgem como protagonistas naturais: Viviane Facundes (PSD) e Léo do Ar (União Progressista).
E a pergunta que já circula nos bastidores, nas rodas políticas e até nas conversas de esquina é inevitável: quem terá mais votos?
A resposta, claro, só virá depois da apuração das urnas em outubro do próximo ano. Mas uma coisa já é certa: nenhum dos dois entra na disputa apenas para medir força política. Tanto Viviane quanto Léo chegam com projetos sólidos, estrutura eleitoral e desejo real de vitória.
Léo do Ar carrega um histórico difícil de ignorar. Atual presidente da Câmara Municipal, ele vem de três eleições consecutivas sendo o vereador mais votado da cidade, mesmo já estando no quarto mandato. Isso mostra uma base consolidada, fidelidade eleitoral e presença política contínua junto à população.
Do outro lado, Viviane Facundes surge impulsionada por um capital político extremamente relevante: a força eleitoral do prefeito Joselito Gomes, seu marido. Reeleito em 2024 com expressivos 32.888 votos, Joselito entrou para a história como o primeiro prefeito reeleito de Gravatá, feito que naturalmente amplia o peso político do grupo governista.
Mas o ponto mais interessante desse cenário talvez seja justamente a ausência de confronto direto entre os dois. Em outros tempos, uma disputa desse tamanho poderia mergulhar a cidade em uma guerra política intensa. Hoje, porém, o contexto é diferente.
Viviane e Léo caminham no mesmo campo político, ambos aliados da governadora Raquel Lyra (PSD), que trabalha para viabilizar sua reeleição ao Palácio do Campo das Princesas.
E existe outro detalhe importante: os dois foram construídos politicamente sem o perfil da velha política do confronto permanente. Não vivem de ataques, escândalos ou “maloqueiragem” política, como dizem nos bastidores locais.
Léo foi moldado no contato diário com a população através do Legislativo municipal. Viviane, por sua vez, construiu imagem de atuação social e administrativa durante as passagens pelas secretarias de Assistência Social e Obras do município.
A matemática eleitoral também anima os dois grupos. Hoje, Gravatá tem densidade eleitoral suficiente para sonhar, numericamente, com a eleição dos dois deputados estaduais. E para a cidade, seria um cenário raro e extremamente vantajoso ter duas cadeiras simultâneas na Alepe.
Mas como toda boa crônica política, existe sempre um fator surpresa rondando o futuro.
Nos corredores da política local, já há quem enxergue movimentos mais longos no xadrez de 2028. Léo do Ar aparece como um nome naturalmente forte para disputar a Prefeitura de Gravatá caso decida dar esse próximo passo.
Já Viviane enfrenta uma limitação legal: por ser esposa do atual prefeito, não poderá disputar a sucessão municipal direta. É justamente aí que nasce outra especulação silenciosa nos bastidores.
Há quem visualize nela uma futura candidata à Câmara Municipal, com potencial para assumir a presidência do Legislativo gravataense. Trata-se, porém, muito mais de uma leitura política de aliados e admiradores do que de um projeto declarado pela própria Viviane, que nunca comentou publicamente essa possibilidade.
Até lá, no entanto, o foco permanece totalmente em 2026.
E nesse caminho, Viviane Facundes e Léo do Ar terão uma missão parecida: conquistar votos, ampliar bases e convencer o eleitorado de que podem representar Gravatá no cenário estadual com força política, articulação e resultados concretos.
A corrida começou. E Gravatá acompanha cada movimento.