
A decisão da vereadora Ninha Professora de votar contra um projeto de suplementação orçamentária em Gravatá provocou forte repercussão no cenário político local. O motivo: o histórico recente da própria parlamentar, que utilizou amplamente esse mesmo mecanismo quando esteve à frente da Secretaria de Educação do município.

Entre 2021 e 2024, período em que comandou a pasta, Ninha autorizou sucessivos ajustes no orçamento para manter o funcionamento das atividades educacionais. Somados, os valores ultrapassam a marca de R$ 106 milhões em suplementações.

Os dados mostram uma utilização contínua da ferramenta ao longo dos anos. Em 2021, foram mais de R$ 27,3 milhões. No ano seguinte, o montante passou de R$ 32,4 milhões. Em 2023, o valor se manteve elevado, com cerca de R$ 32,8 milhões. Já em 2024, até deixar o cargo, foram registrados pouco mais de R$ 13,7 milhões.
A suplementação orçamentária é um recurso previsto na administração pública para ajustar despesas e garantir a execução de serviços essenciais, especialmente em áreas como educação, saúde e infraestrutura. Por isso, o voto contrário da vereadora chama atenção e tem sido alvo de debates entre aliados e opositores.
A mudança de posicionamento levanta questionamentos sobre os critérios adotados atualmente em comparação com sua atuação anterior como gestora. Nos bastidores, o tema tem ampliado discussões sobre coerência política e os impactos dessas decisões no funcionamento da máquina pública.
O caso segue em evidência e deve continuar gerando desdobramentos, principalmente diante da importância da suplementação para a execução de políticas municipais e manutenção de serviços à população.








