
Uma operação conjunta resgatou 23 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em uma obra localizada na Praia de Atapuz, em Goiana, no Litoral Norte de Pernambuco. A ação ocorreu no dia 9 de outubro, mas os dados só foram divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que coordenou a operação ao lado do Ministério Público Federal (MPF), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Federal (PF).
Durante a fiscalização, foram encontradas diversas irregularidades, incluindo alojamentos precários, ausência de contratos formais e falta de segurança. Segundo o MPT, os trabalhadores dormiam no chão, conviviam com insetos e roedores, não tinham acesso à água potável e realizavam refeições no próprio piso. Alguns ainda precisavam pagar pela alimentação fornecida e não possuíam qualquer vínculo empregatício formal.
A denúncia que motivou a operação apontou a empresa Cassiano Fernande de Lira Construtora LTDA, conhecida como CLF Construtora e Empreendimentos, sediada em Igarassu, como responsável pela situação. Os operários, em sua maioria vindos de localidades distantes, relataram terem sido atraídos com falsas promessas de emprego e melhores condições de vida. As investigações seguem em andamento e os órgãos envolvidos devem responsabilizar os responsáveis pelas violações.
