Tempestade geomagnética deve atingir a Terra nesta sexta e voltar no domingo
NOAA classificou fenômeno no nível G1, o mais baixo da escala; atividade é consequência de material expelido pelo Sol em setembro

A Terra deve sentir nesta sexta-feira (2) os efeitos de uma tempestade geomagnética provocada por material lançado pelo Sol. Um novo período de atividade está previsto para domingo (4), segundo alerta emitido pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA).
O fenômeno recebeu classificação G1, considerada a categoria mais baixa da escala utilizada pelo órgão norte-americano para tempestades geomagnéticas. O sistema de classificação possui cinco níveis, chegando ao G5 nos episódios de maior intensidade.
A origem da perturbação está em uma erupção de filamento solar ocorrida em 28 de setembro. Na ocasião, a estrutura perdeu estabilidade e lançou material para o espaço, produzindo uma Ejeção de Massa Coronal (EMC).
A trajetória desse material indica que a Terra não deverá receber um impacto frontal. De acordo com a análise apresentada pela NOAA, o planeta será alcançado pela região lateral da massa coronal, situação descrita como um “impacto de raspão”.
Entre os dois períodos previstos de maior atividade, a expectativa é de redução dos efeitos. Para sábado (3), as projeções apontam índices abaixo do patamar necessário para caracterizar uma tempestade geomagnética.
Tempestades desse tipo acontecem quando partículas e campos magnéticos provenientes da atividade solar interagem com o campo magnético terrestre. Neste episódio, a previsão da NOAA aponta para uma ocorrência de baixa intensidade.
O órgão norte-americano continuará acompanhando o deslocamento da ejeção de massa coronal e seus efeitos sobre o ambiente espacial próximo à Terra.



