Se não pode haver aliança, que haja pelo menos o respeito

Durante esse feriado nacional, em comemoração ao Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, tive a grata surpresa de encontrar em restaurante do meu bairro o empresário Fernando Albuquerque, líder maior da FEAL Química do Nordeste, uma indústria que será sediada em Gravatá, agreste pernambucano.
Essa conversa com Fernando não foi para a formação de uma aliança política, fato que precisa ser esclarecido antes que os entusiastas aleguem isso, foi um encontro informal e voltado para esclarecimento de alguns fatos que nos envolvia.
Antes de escolher Gravatá para sediar duas de suas empresas, Fernando Albuquerque procurou um parlamentar, que sabidamente repassou um número de telefone inexistente, afirmando ser meu. O empresário desejaria que eu ficasse responsável pelo marketing de suas empresas, mas o vereador que passou meu número errado não queria de que forma alguma eu prestasse esse serviço, afinal, arrogante e prepotente, nunca vislumbra a ascensão profissional daqueles que julgam seus ‘aliados’, pensando que o mundo deve girar apenas ao seu redor.
Com o telefone errado, Fernando Albuquerque tentou inúmeras vezes manter contato comigo, mas nunca conseguiu. No dia do lançamento de uma das suas marcas, fato que ocorreu em restaurante famoso da cidade, marquei presença inocentemente no evento como um ‘mero’ espectador e assessor parlamentar, não sabendo que meses antes o anfitrião do evento havia tentando manter contato comigo. O mesmo parlamentar foi o responsável por fazer ataques sistemáticos ao mesmo empresário através das redes sociais e meios de comunicação local. É o que ele mais sabe fazer, jogar dos dois lados e esperar qual lado vencerá para poder se apoiar.
Todos sabem que Fernando Albuquerque tem seus interesses políticos e empresariais, que nada o impede de se aproximar de qualquer outra pessoa, assim como eu, que tem um lado diferente, político e comercial. Neste caso, o empresário não faz busca um aliado político, ele busca uma aliança comercial. Afinal, a política passa após quatro anos, e uma empresa nasce para se consolidar.
Então, antes que haja a má interpretação dos fatos, faço questão de escrever esse artigo para informar que não vislumbro ser o mediador de uma guerra entre quem tem o poder ou quem vislumbra o poder. Em quem está no poder, ou quem deseja o poder. Eu estou aqui apenas para mostrar que tenho a liberdade de sentar e tomar uma cerveja com quem quiser, sem que nenhum ‘elemento’ das galerias políticas desenhe uma situação diferente.
Nessa conversa evitamos falar de política, conversamos apenas sobre nossas empresas e o papel de cada uma delas para a sociedade na geração de emprego e renda. Não houve temas sensíveis, apenas empreendedores.



