
O motorista envolvido no atropelamento que tirou a vida de uma criança de 8 anos em Escada voltou a ser preso nesta quinta-feira (23), após a Justiça determinar sua prisão preventiva. A decisão representa uma reviravolta no caso, que já havia causado indignação após a soltura do suspeito dias antes.

Identificado como Josenildo Oliveira da Silva, ele tinha sido liberado em audiência de custódia, mas teve a liberdade revogada por determinação do juiz Thiago Felipe Sampaio. O magistrado acatou pedido do Ministério Público de Pernambuco, que apontou a necessidade de manter o investigado detido diante da gravidade do caso.

A principal mudança na condução do processo foi a reclassificação do crime. Inicialmente tratado como homicídio culposo — quando não há intenção de matar — o caso passou a ser considerado homicídio doloso, quando se assume o risco de provocar a morte.
O atropelamento ocorreu no último domingo (19), na comunidade Córrego do Ferreira, no bairro da Mangueira. Uma caminhonete desgovernada atingiu várias pessoas, deixando seis feridos. Entre as vítimas estava o menino José Lorenzo, que não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte no Hospital da Restauração, no Recife.
O episódio gerou revolta imediata na população. Após o acidente, moradores incendiaram o veículo e tentaram agredir o motorista. No dia seguinte à morte da criança, houve protesto com bloqueio da BR-101, interrompendo o tráfego e cobrando justiça.
Outras vítimas também ficaram feridas, incluindo uma adolescente e duas jovens adultas. Algumas já receberam alta, mas uma delas permanece internada em estado grave, exigindo cuidados intensivos.
De acordo com o Ministério Público, a nova prisão é necessária para garantir a ordem pública e evitar interferências no andamento do processo. O órgão também destacou que os elementos reunidos até agora justificam uma resposta mais rigorosa da Justiça.
O caso segue em investigação e deve avançar com coleta de depoimentos, perícias e análise das circunstâncias do acidente. A expectativa é que a responsabilização dos envolvidos seja definida nos próximos desdobramentos judiciais.








