
O bairro de Casa Amarela, na Zona Norte do Recife, foi palco de uma tragédia ainda cercada de mistérios. O jovem fisioterapeuta Ygor Rodrigo da Silva Celestino, de 23 anos, foi encontrado morto na manhã da última quarta-feira (16), em um terreno baldio, sem sinais aparentes de violência. O corpo foi localizado pelo próprio pai, durante uma busca angustiante iniciada horas antes.
Ygor havia saído de casa por volta das 19h da terça-feira (15) para frequentar a academia, como fazia rotineiramente. O treino encerrava por volta das 21h, e os pais, acostumados com os hábitos do filho, optaram por dormir enquanto aguardavam seu retorno, acreditando que ele poderia ter ido visitar amigos, como era comum. No entanto, ao notarem sua ausência durante a madrugada, iniciaram uma busca imediata.
Segundo o relato do pai, após tentativas frustradas de contato com os amigos e idas a unidades de saúde e delegacias, ele decidiu refazer o possível trajeto do filho a pé, nas primeiras horas do dia. Foi na rua Armando Gaioso que encontrou o corpo do jovem, de bruços, aparentemente sem qualquer marca de agressão.
A morte repentina e sem indícios de violência causou perplexidade. Familiares e amigos aguardam respostas da investigação, que deve apontar a causa da morte e esclarecer se houve algum fator externo envolvido.
Descrito como um jovem tranquilo e prestativo, Ygor era o caçula de três irmãos e atuava ativamente na Comunidade Católica Boa Nova, em Jaboatão dos Guararapes. A instituição religiosa lamentou profundamente sua partida nas redes sociais, exaltando seu legado de fé e serviço.
“Ele não tinha inimigos, não se envolvia em confusões. Era muito querido por todos e vivia para servir”, destacou o pai, emocionado ao relembrar os últimos momentos com o filho.
A Polícia Civil investiga o caso, enquanto familiares e amigos aguardam esclarecimentos sobre o que teria causado a morte inesperada do jovem fisioterapeuta, cuja trajetória foi interrompida de forma tão enigmática.
