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Gravatá

Rafael Prequé defende relatório da CI em Gravatá e denuncia pressão política de assessor da prefeitura

Foto: Clebson Amsterdan

Na sessão desta terça-feira (28) na Câmara Municipal de Gravatá, o vereador Rafael Prequé ocupou a tribuna para defender com firmeza a votação do relatório final da Comissão Especial de Inquérito (CI), que apura supostas irregularidades em uma secretaria da prefeitura. Em tom sereno, sem exaltamentos, Prequé enfatizou a condução técnica e respeitosa do trabalho da comissão.

De acordo com o parlamentar, a CI foi realizada dentro das normas do Regimento Interno, da Lei Orgânica e da legislação vigente, garantindo o contraditório e a ampla defesa aos envolvidos. Ele agradeceu o empenho da relatora, vereadora Iranice Batista (Ninha Professora), e do membro Tadeu Orlando (Tadeuzinho), além de reconhecer a contribuição dos demais vereadores para o andamento da apuração.

Rafael Prequé destacou que o relatório não emite juízo de condenação, mas apenas identifica inconsistências que, segundo ele, deverão ser analisadas pela Justiça. “Fizemos o que era certo, com responsabilidade, técnica e compromisso com a população. Meu voto será favorável ao relatório”, afirmou o parlamentar.

Em um trecho contundente do discurso, Prequé fez uma denúncia grave: afirmou que um assessor especial da prefeitura teria telefonado para vereadores da base aliada pedindo que votassem contra o relatório. Sem hesitar, o vereador citou o nome do assessor e o acusou publicamente de ser “bandido de carteirinha”, gerando reação no plenário.

A fala foi interrompida pelo presidente da Câmara, Léo do Ar (PP), que anunciou o encerramento do tempo regimental de Rafael Prequé e chamou o próximo inscrito para a tribuna.

A votação do relatório da CI promete movimentar os bastidores políticos da cidade, em meio a denúncias de interferência e cobranças por maior transparência nas ações do Legislativo.

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