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Gravatá

Eduardo Cassapa questiona votação de relatório da CI sem acesso prévio ao documento

Fotos: Clebson Amsterdan

Durante seu tempo de explicações pessoais na tribuna da Câmara Municipal de Gravatá, no Agreste de Pernambuco, o vereador Eduardo Cassapa levantou sérias críticas à condução do processo envolvendo a Comissão Especial de Inquérito (CI), instaurada para apurar possíveis irregularidades em contratos e na atuação de servidores da prefeitura.

Cassapa contestou a inclusão do relatório final da CI na pauta de votação do plenário, sem que os vereadores tivessem recebido previamente o conteúdo do documento. Segundo ele, a ausência de acesso ao relatório compromete a transparência e a legalidade da tramitação. “Não é razoável colocar um relatório dessa magnitude em votação sem antes permitir que todos os parlamentares tenham conhecimento de seu teor”, afirmou.

A Comissão Especial de Inquérito foi constituída pela Resolução 564/2025, e tem como presidente o vereador Rafael Prequé, sendo composta ainda pela relatora Iranice Batista e pelo membro Tadeu Orlando. A relatora usou a tribuna para destacar a importância de dar continuidade ao processo investigativo.

Diante das críticas, o presidente da Câmara, Léo do Ar (PP), determinou que a secretária da Casa Legislativa entregasse pessoalmente a cada vereador, mediante protocolo, uma cópia do relatório final. A medida foi anunciada como forma de garantir a lisura do processo e evitar questionamentos futuros.

Cassapa reiterou que apoiou a abertura da investigação, mas reforçou que não pode se posicionar sobre um documento desconhecido, especialmente porque o resultado será remetido ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Para o parlamentar, votar sem apreciação prévia pode levar à nulidade do processo. “Esse não é um simples requerimento, estamos tratando de um inquérito com sérias implicações. Precisamos aprofundar a análise com responsabilidade”, alertou.

Ele também pediu que os colegas vereadores não tratem o impasse como uma questão pessoal, reforçando que seu posicionamento visa preservar a legalidade da tramitação e evitar prejuízos institucionais à Câmara Municipal.

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