
Com a proximidade do início do ano letivo, o comércio pernambucano já sente o aumento na procura por material escolar. Para orientar os consumidores neste período de alta demanda, o Procon-PE realizou uma pesquisa de preços que identificou variações expressivas entre produtos vendidos na Região Metropolitana do Recife.
O levantamento analisou 72 itens em 12 estabelecimentos comerciais e revelou discrepâncias que podem pesar — e muito — no bolso das famílias. O maior contraste foi registrado no preço do apontador de metal, que apresentou diferença de 573,33% entre o menor valor, de R$ 1,50, e o mais alto, de R$ 10,10.
Outro item que chamou atenção foi a mochila escolar com estampa, encontrada com preços que variaram 382,30%. Enquanto em uma loja o produto custava R$ 59,90, em outro ponto de venda o mesmo tipo de mochila chegou a R$ 288,90.
A pesquisa também identificou mudanças no padrão de fabricação de alguns produtos, como os cadernos. De acordo com o Procon-PE, houve redução no número de folhas por unidade, o que impactou a comparação de preços em relação a 2025. O caderno de uma matéria com 80 folhas, por exemplo, ficou 17,54% mais caro em relação ao ano anterior, passando de R$ 17,44 para R$ 20,50.
Entre os itens de menor valor, a borracha branca de látex também registrou aumento significativo. O preço médio subiu 60,89%, saindo de R$ 1,03 para R$ 1,65 em apenas um ano.
Diante dos dados, o Procon-PE reforça a orientação para que os consumidores pesquisem preços, comparem diferentes estabelecimentos e sempre exijam a nota fiscal. A recomendação é fundamental para garantir economia e evitar práticas abusivas, especialmente em um período marcado por alta procura por materiais escolares.
