Pernambuco cria mais de 13 mil empregos em setembro e lidera geração de vagas no Nordeste
Estado alcançou a segunda colocação nacional na criação de postos de trabalho com carteira assinada; indústria liderou as contratações e Recife apresentou o maior saldo entre os municípios.

Pernambuco encerrou setembro de 2026 com um saldo positivo de 13.371 empregos com carteira assinada, alcançando a liderança na geração de vagas formais no Nordeste e a segunda posição entre os estados brasileiros. Os números são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O resultado foi impulsionado principalmente pela indústria, que respondeu por 5.890 novos postos de trabalho. O desempenho também contou com a participação dos demais segmentos econômicos, todos com resultados positivos no período. O setor de serviços registrou 2.601 vagas, seguido pela agropecuária, com 2.006, construção civil, com 1.903, e comércio, com 971 contratações líquidas.
Um dos movimentos mais expressivos ocorreu no setor de serviços. Em comparação com setembro de 2025, quando foram contabilizados 1.081 empregos, o segmento apresentou crescimento de 140,6%, acrescentando 1.520 vagas ao saldo registrado no mesmo mês do ano anterior.
Recife lidera contratações e municípios do interior ganham destaque
A capital pernambucana concentrou o maior saldo municipal de empregos em setembro, com 3.066 novos vínculos formais. Entretanto, cidades do interior também tiveram participação relevante no desempenho estadual, especialmente aquelas ligadas à atividade sucroalcooleira.
A safra da cana-de-açúcar foi responsável por aproximadamente metade do saldo positivo de empregos em Pernambuco durante o mês, segundo os dados apresentados. A movimentação econômica beneficiou principalmente municípios da Zona da Mata, onde a produção agrícola tem participação importante na geração de trabalho e renda.
Sirinhaém apareceu entre os destaques, com 1.609 empregos criados, enquanto Rio Formoso contabilizou 1.120 novas vagas. Na Região Metropolitana do Recife, Ipojuca registrou saldo positivo de 940 postos de trabalho, seguido pelo Cabo de Santo Agostinho, com 740.
O desempenho desses municípios demonstra que a geração de empregos não ficou restrita à capital, alcançando diferentes regiões e atividades produtivas do estado.
Pernambuco acumula mais de 50 mil empregos em 2026
Considerando os nove primeiros meses do ano, Pernambuco alcançou um saldo acumulado de 50.596 empregos formais. Em um intervalo mais amplo, entre janeiro de 2023 e setembro de 2026, o estado contabilizou 237.133 postos de trabalho criados.
A governadora Raquel Lyra atribuiu os resultados aos investimentos e às iniciativas de estímulo à economia pernambucana. Segundo a gestora, a administração estadual pretende ampliar as oportunidades de emprego e fazer com que os efeitos do crescimento econômico sejam percebidos nas diferentes regiões de Pernambuco.
A secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Daniele Jar Souto, também destacou o desempenho dos setores produtivos e avaliou que os indicadores demonstram a capacidade do estado de ampliar a oferta de trabalho e renda.
Já o secretário de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo, Diogo Alexandre, ressaltou a importância da qualificação profissional para aproximar trabalhadores das oportunidades oferecidas pelas empresas. Entre as iniciativas mencionadas estão ações de intermediação de mão de obra, capacitação e incentivo ao empreendedorismo.
Os dados do Novo Caged representam o saldo entre admissões e desligamentos no mercado formal. Com o desempenho de setembro, Pernambuco reforça sua posição entre os estados com maior geração líquida de empregos no país, tendo a indústria e as atividades relacionadas à safra da cana-de-açúcar como importantes responsáveis pelo resultado mensal.
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