Gasolina, diesel e gás de cozinha terão aumento de imposto a partir de fevereiro de 2027
Reajuste do ICMS foi aprovado pelos estados e pelo Distrito Federal; diesel terá a maior elevação, de 11,1%, enquanto gasolina e gás de cozinha também ficarão sujeitos a uma tributação maior.

Os brasileiros poderão sentir uma nova pressão sobre os preços dos combustíveis a partir de 1º de fevereiro de 2027. Os governos estaduais e o Distrito Federal aprovaram uma atualização das alíquotas fixas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que incide sobre a gasolina, o diesel e o gás de cozinha.
A decisão foi tomada no âmbito do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e representa o terceiro ano consecutivo de elevação do imposto cobrado sobre esses produtos. O reajuste anterior entrou em vigor em janeiro de 2026.
Entre os combustíveis atingidos, o diesel terá o maior aumento proporcional. A cobrança passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, uma diferença de R$ 0,13, equivalente a uma elevação de aproximadamente 11,1%.
Veja quanto vai aumentar o ICMS dos combustíveis em 2027
| Combustível | ICMS atual | ICMS em 2027 | Aumento |
|---|---|---|---|
| Gasolina | R$ 1,57/litro | R$ 1,64/litro | 4,5% |
| Diesel | R$ 1,17/litro | R$ 1,30/litro | 11,1% |
| Gás de cozinha (GLP) | R$ 1,47/kg | R$ 1,54/kg | 4,8% |
Na gasolina, o imposto terá acréscimo de R$ 0,07 por litro. Já no gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado principalmente no preparo de alimentos, a tributação aumentará R$ 0,07 por quilo.
Considerando um botijão de gás de 13 quilos, a diferença na cobrança do ICMS corresponderá a R$ 0,91 por unidade, caso seja aplicado integralmente o novo valor tributário.
Como o aumento pode afetar os consumidores?
Embora o reajuste seja aplicado diretamente à tributação, seus efeitos poderão chegar ao orçamento das famílias e das empresas.
No caso da gasolina, a elevação do ICMS poderá influenciar o valor pago pelos motoristas nos postos de abastecimento. Entretanto, o aumento do imposto não significa necessariamente que o preço final subirá na mesma proporção, já que outros fatores também interferem no valor de venda.
O diesel merece atenção especial devido à sua utilização no transporte de cargas e em diversas atividades econômicas. Uma eventual elevação do preço nas bombas poderá pressionar os custos de transporte e distribuição de mercadorias.
Já o gás de cozinha representa uma despesa recorrente para milhões de famílias. Com a atualização tributária, o custo do produto também poderá sofrer alterações, dependendo da forma como o reajuste será repassado ao consumidor.
Como é calculado o reajuste do ICMS?
A revisão dos valores ocorre anualmente e utiliza como referência os preços médios dos combustíveis acompanhados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Para definir as cobranças previstas para 2027, foram analisados os preços registrados entre fevereiro e setembro de 2026, comparando-os com os valores observados no mesmo intervalo de 2025.
Esse mecanismo permite atualizar os valores fixos de ICMS por unidade de combustível, considerando o comportamento dos preços no mercado durante o período utilizado como referência.
A decisão aprovada no Confaz estabelece, portanto, os novos montantes que passarão a ser cobrados pelos estados e pelo Distrito Federal a partir de fevereiro.
Diesel poderá passar por outra atualização
Além do reajuste já aprovado, os governos estaduais estudam a possibilidade de antecipar uma nova revisão da tributação sobre o diesel.
A discussão ocorre em razão das oscilações dos preços internacionais dos derivados de petróleo, que podem provocar mudanças significativas no mercado de combustíveis.
Até o momento, porém, não foi informado um novo valor ou uma data para essa eventual atualização adicional.
Com o aumento previsto para fevereiro de 2027, consumidores e setores econômicos terão de acompanhar os preços praticados nos postos e nas distribuidoras para verificar os efeitos concretos da nova tributação.
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