
Uma jovem modelo de 20 anos foi vítima de assédio sexual enquanto participava de uma sessão de fotos na orla da Praia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, na manhã do domingo (14). O episódio, registrado em vídeo, mostra o momento em que um ciclista toca nas nádegas da vítima sem seu consentimento e foge pedalando. O caso foi denunciado à Delegacia da Mulher, onde foi registrado como importunação sexual.
A vítima, Meyllin Oliveira, candidata ao título de Miss Recife 2025, gravava conteúdo para suas redes sociais quando foi surpreendida pela abordagem do agressor. As imagens, feitas por uma colega, mostram dois ciclistas passando pela ciclofaixa. O primeiro segue normalmente, mas o segundo se aproxima e apalpa a modelo de forma abrupta, sem dizer nada. O registro visual ganhou repercussão nas redes sociais e causou indignação.
Em depoimento, Meyllin relatou sentir-se violada e abalada psicologicamente. Em uma publicação nas redes sociais, desabafou sobre a violência sofrida e a impotência diante da situação. “Na hora, você fica completamente sem reação. Me senti suja, pequena, desprotegida”, escreveu a modelo. Ela ainda destacou o medo de o episódio prejudicar sua imagem no concurso, cuja primeira etapa acontece no próximo dia 21 de setembro.
Com a ampla circulação do vídeo, internautas enviaram à vítima possíveis informações sobre o autor do crime, que seria morador de Jaboatão dos Guararapes. O nome do suspeito não foi divulgado oficialmente.
A Polícia Civil confirmou que o caso está sendo investigado e afirmou que diligências estão em andamento para identificar e localizar o autor. As testemunhas citadas no boletim de ocorrência devem ser ouvidas no dia 29 de outubro. Meyllin também informou que retornará à delegacia nesta segunda-feira (15) para tratar diretamente com o delegado responsável pelo caso.
Segundo ela, apesar das provas em vídeo e da identificação de parentes do agressor, parte do público tem questionado suas intenções. “Algumas pessoas dizem que estou me aproveitando da situação. Não quero ser reconhecida por isso, e sim pelo meu trabalho”, declarou a jovem.
O caso levanta mais uma vez o debate sobre assédio em espaços públicos e reforça a importância de denúncias, especialmente quando há provas que possam acelerar a responsabilização dos agressores.
