Lula reage aos EUA e dispara: “Não aceitamos ser tratados como moleques”
Presidente afirma que facções criminosas são ameaça à população brasileira, mas rejeita qualquer tipo de interferência estrangeira no enfrentamento ao crime organizado
Ao abordar o tema, Lula destacou que as facções atuam diretamente contra comunidades, famílias e moradores das periferias, causando insegurança e ampliando a violência em diversas regiões do Brasil. Segundo ele, o governo federal tem adotado medidas para fortalecer o enfrentamento ao crime organizado por meio de mudanças na legislação e do reforço das ações de segurança pública.
O presidente também demonstrou insatisfação com o posicionamento de integrantes do governo norte-americano sobre o assunto. Para Lula, a classificação feita pelas autoridades dos Estados Unidos não justifica qualquer tentativa de participação externa em questões relacionadas à segurança interna brasileira.
Durante o pronunciamento, o petista argumentou que as organizações criminosas que atuam no Brasil possuem características distintas dos grupos terroristas tradicionalmente combatidos pelos Estados Unidos. Ele citou ainda o tráfico internacional de armas como um dos fatores que alimentam a criminalidade no país e afirmou que parte desse armamento tem origem no mercado norte-americano.
Em tom firme, Lula reforçou que o Brasil possui instituições capazes de enfrentar o crime organizado e cobrou respeito à autonomia nacional. O presidente afirmou que o país não aceitará interferências externas em temas ligados à sua segurança e à condução de suas políticas públicas.
A declaração ocorreu durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), no município de Laranjeiras, onde o presidente cumpriu agenda oficial voltada ao setor industrial e ao desenvolvimento econômico da região.




