Conta de luz seguirá mais cara em junho após Aneel manter bandeira amarela
Consumidores continuarão pagando cobrança extra na fatura devido à redução das chuvas e ao aumento dos custos de geração de energia
Pela regra em vigor, será aplicada uma cobrança extra de R$ 1,885 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O valor é o mesmo praticado durante o mês de maio, quando a bandeira amarela voltou a ser acionada após um longo período de condições mais favoráveis no sistema elétrico nacional.
Segundo a Aneel, a permanência da tarifa adicional está relacionada à redução do volume de chuvas registrada em diversas regiões do Brasil. Com menor disponibilidade de água nos reservatórios das hidrelétricas, cresce a necessidade de utilização das usinas termelétricas, cuja operação possui custo mais elevado.
As projeções do setor indicavam inclusive a possibilidade de adoção da bandeira vermelha patamar 1 em junho, cenário que elevaria significativamente o valor extra cobrado dos consumidores. A manutenção da bandeira amarela evitou um impacto ainda maior nas contas de energia neste momento.
Entre janeiro e abril deste ano, os brasileiros foram beneficiados pela bandeira verde, sem cobranças adicionais, graças ao cenário favorável de geração elétrica. No entanto, especialistas do setor acompanham com atenção as previsões climáticas para o segundo semestre, especialmente diante da possibilidade de influência do fenômeno El Niño, que pode provocar temperaturas mais elevadas e redução das chuvas em importantes regiões do país.
Além das condições hidrológicas, outros fatores também pressionam os custos da energia, como a variação do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), indicador utilizado no mercado de energia elétrica e que influencia diretamente o equilíbrio financeiro do sistema.
Com a chegada do período mais seco do ano, a expectativa é de que o setor elétrico continue monitorando o comportamento dos reservatórios e das condições climáticas para definir os próximos patamares das bandeiras tarifárias.




