Jovem de 19 anos é morta com tiro na cabeça e ex-namorado confessa crime após ser preso
Suspeito de 22 anos alegou ter disparado acidentalmente durante um momento de emoção; familiares afirmam que vítima já havia recebido ameaças de morte.

A morte de Ana Clara Soares de Oliveira, de 19 anos, provocou revolta entre familiares e mobilizou a polícia em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. A jovem foi encontrada sem vida dentro da própria residência, na madrugada da segunda-feira (12), com um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na cabeça. O ex-namorado dela, Matheus Isac Cardoso Silva, de 22 anos, foi preso na noite da terça-feira (13) e admitiu ter efetuado o tiro.
Durante o depoimento no 1º Distrito Policial de Taboão da Serra, o investigado reconheceu sua participação na morte, mas apresentou a versão de que o disparo teria ocorrido acidentalmente, em meio a um momento de forte emoção. Ao ser questionado sobre as circunstâncias do ocorrido, demonstrou dificuldade para continuar falando e não apresentou mais explicações.
A prisão aconteceu após diligências realizadas pelas forças de segurança. Matheus era considerado o principal suspeito desde a localização do corpo e estava sendo procurado pelos investigadores. A Polícia Civil havia solicitado sua prisão temporária por 30 dias, medida autorizada pela Justiça ainda na terça-feira.
A chegada do suspeito à delegacia foi acompanhada por familiares de Ana Clara, que demonstraram indignação diante da prisão. Algumas pessoas tentaram se aproximar para agredi-lo, mas foram contidas pelos policiais militares responsáveis pela ocorrência.
Família relata ameaças e episódios de violência
As investigações também consideram informações apresentadas pelos parentes da vítima sobre o histórico do relacionamento. Segundo os familiares, Ana Clara enfrentava uma convivência marcada por conflitos frequentes, términos e reconciliações.
Em entrevista à TV Globo, o padrasto da jovem, Erasmo Dias, contou que a família tentou diversas vezes convencê-la a encerrar definitivamente o relacionamento. Ele afirmou que havia preocupação com o comportamento do rapaz e com situações de violência que teriam ocorrido anteriormente.
Ainda de acordo com o padrasto, Matheus teria feito ameaças de morte contra Ana Clara. Apesar da gravidade das declarações, os parentes não imaginavam que as ameaças pudessem se concretizar.
A delegada responsável pelo caso informou, entretanto, que não havia registro de denúncia formal apresentada pela jovem contra o então companheiro.
Suspeito possui antecedentes policiais
Outro aspecto apurado pela polícia envolve o histórico de Matheus Isac. Conforme os investigadores, ele possui antecedentes relacionados a crimes patrimoniais.
Durante a adolescência, o rapaz foi acusado de envolvimento em um ato infracional análogo a latrocínio, caracterizado pelo roubo seguido de morte. Já depois de atingir a maioridade, teve uma passagem policial por roubo.
A previsão informada pelas autoridades é de que o suspeito passe por audiência de custódia nesta quarta-feira (14). Posteriormente, deverá ser encaminhado a uma unidade prisional da Grande São Paulo, conforme as determinações judiciais.
A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da morte de Ana Clara, incluindo os relatos de ameaças anteriores e a versão apresentada pelo investigado sobre o disparo. A alegação de acidente ainda depende de esclarecimento pelas autoridades.
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