Insulina some dos postos e a mídia marrom corre para apontar o culpado errado: parabéns pela desinformação!

Tem algo mais patético do que ver certos “comunicadores” batendo no peito e acusando a prefeitura pela falta de insulina sem nem saber quem é o verdadeiro responsável pelo fornecimento? Tem sim: vê-los repetir isso com uma convicção que beira o teatro de quinta categoria. A mídia marrom, essa eterna estrela do sensacionalismo desinformado, voltou à carga — e mais uma vez errou feio.
Vamos aos fatos, já que os “especialistas de WhatsApp” ainda não fizeram o dever de casa. A insulina, aquela fundamental para milhares de diabéticos, não é fornecida pelo município. Isso mesmo, blogueiros apressados: o município não fabrica, não compra e nem contrata aviãozinho para trazer o medicamento de Marte. O fornecimento da insulina regular, NPH (ambas humanas), Lispro, Glargina e Aspart é de responsabilidade do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, ou do Governo Federal, através do Ministério da Saúde.
Aos jornalistas raízes, não confundir com os que acham que jornalismo é abrir live no Instagram e sair apontando dedos: a responsabilidade do município se resume à distribuição. Sim, isso mesmo, à nobre função de entregar aos pacientes o que recebe de cima. O que a prefeitura deve fazer? Armazenar, controlar estoque e distribuir. Quando o estoque zera, cabe a ela apenas pedir mais. É tipo o garçom avisando que o prato do dia acabou — quem ficou devendo foi a cozinha, não ele.
Mas é claro, sempre tem o “repórter” que pula essa parte da lição. Falar que “falta insulina porque a prefeitura falhou” é como culpar o carteiro porque a carta não chegou — ignorando que foi o remetente quem não enviou. E enquanto isso, a população, que merece uma informação clara e honesta, é alimentada com manchetes distorcidas e discursos apressados.
A verdade é dura, mas precisa ser dita: se falta insulina, o problema pode estar na demora da entrega pelo Estado ou União, e essa lentidão tem raízes complexas — escassez de matéria-prima, falhas logísticas, burocracias de Brasília ou Recife… Mas isso dá trabalho para explicar, né? Melhor inventar uma manchete do tipo “Faltou insulina! Culpa da Prefeitura!”, e seguir com a programação da histeria.
Jornalismo de verdade não escolhe culpado antes de entender o problema. E quem ainda confunde microfone com megafone de opinião mal embasada, talvez devesse voltar para a escola — e dessa vez, prestar atenção na aula de responsabilidade.



