A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco confirmou, nesta semana, uma perda gestacional na cidade de Gravatá, localizada no Agreste do estado, associada à infecção pelo vírus Oropouche. Além de Gravatá, outras cidades como Recife e Bom Jardim também relataram óbitos fetais relacionados ao vírus, intensificando as preocupações sobre a disseminação da doença na região.
Até o momento, foram confirmados 156 casos de infecção por Oropouche em Pernambuco, sendo seis desses casos transmitidos verticalmente – quando o vírus é transmitido da mãe para o feto durante a gestação, parto ou amamentação. Um desses casos de transmissão vertical resultou na morte de um feto, como ocorreu em Gravatá.
O vírus Oropouche é transmitido principalmente pela picada de insetos, como o maruim (Culicoides paraensis), e pode causar sintomas semelhantes aos da dengue e chikungunya, como febre, dores no corpo e articulações. A infecção em gestantes representa um risco maior, devido à possibilidade de complicações na gestação, como a transmissão vertical e morte fetal.
A Secretaria Estadual de Saúde reforça a importância de medidas preventivas para evitar a proliferação do mosquito transmissor, além de um acompanhamento mais rigoroso para gestantes em áreas de risco. O aumento de casos tem colocado autoridades em estado de alerta, principalmente devido à complexidade do diagnóstico e à ausência de vacinas ou tratamentos específicos para o vírus.
A população deve intensificar os cuidados no combate aos focos de reprodução dos vetores, adotando medidas como uso de repelentes, proteção de áreas residenciais com telas e eliminação de possíveis criadouros de insetos.
