
Com o objetivo de fortalecer a economia local e impulsionar a indústria têxtil no Agreste, o Governo de Pernambuco lançou o programa PE Produz Polo de Confecções, que prevê a produção de uniformes escolares e mochilas para a rede estadual de ensino. O edital de chamamento está aberto para Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) da região, com impacto financeiro anual estimado em R$ 40 milhões.
No primeiro ano do projeto, a expectativa é produzir cerca de 1,5 milhão de uniformes e 500 mil mochilas escolares. O credenciamento para participação é permanente e pode ser feito por meio do site do Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções de Pernambuco (www.ntcpe.org.br). O objetivo é credenciar pelo menos 100 empresas até a metade de 2025, garantindo que os pequenos e médios confeccionistas sejam os principais beneficiados.
Pernambuco é reconhecido por abrigar o segundo maior polo de confecções do Brasil, que engloba 46 municípios do Agreste. A iniciativa, regida pela Lei nº 18.531 de 03/05/2024, atende a uma demanda da Secretaria de Educação e Esportes e é conduzida em parceria com a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) e a Secretaria de Administração (SAD).
O diretor-presidente da Adepe, André Teixeira Filho, destacou a importância da contratação local. “Essa lei significa valorizar o que é nosso. Produzindo no Agreste, garantimos uma logística mais eficiente e mantemos os recursos financeiros com os pequenos e médios confeccionistas locais”, afirmou.
Cidades beneficiadas e mobilização
A ação contempla empresas com sede nas Regiões de Desenvolvimento Agreste Central – RD 08 e RD 09, incluindo municípios como Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru, Toritama e Cupira. Pedro Miranda, representante do NTCPE, enfatizou a mobilização ativa para orientar as empresas do polo. “Estamos visitando várias pequenas confecções, oferecendo suporte e apresentando as fichas técnicas dos fardamentos disponíveis no nosso site.”
Impactos econômicos e sociais
O PE Produz Polo de Confecções é um marco para o Agreste, prometendo não só impulsionar a economia da região, mas também gerar emprego e fortalecer o setor têxtil. Além disso, a proximidade das empresas contratadas permitirá uma logística mais ágil e econômica, atendendo a rede estadual de ensino de forma eficiente.
O projeto reforça o compromisso do governo estadual em fomentar o desenvolvimento local, unindo qualidade, eficiência e valorização da mão de obra pernambucana.
