Coligação de Raquel Lyra denuncia suposta boca de urna ligada à Frente Popular no Recife
Pernambuco de Coração afirma ter reunido mais de 100 fotos e vídeos e acionado a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal neste domingo (4)

A Coligação Pernambuco de Coração levou ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), neste domingo (4), denúncias de possíveis práticas de boca de urna e propaganda eleitoral irregular atribuídas a pessoas que estariam atuando em favor da Frente Popular. O pedido foi apresentado durante o primeiro turno das Eleições 2026.
Segundo a coligação, fotografias e vídeos entregues à Justiça mostram grupos usando camisetas amarelas nas proximidades de locais de votação no Recife. O material apresentado também registraria distribuição de propaganda, santinhos espalhados pelas ruas, bandeiras e outras estruturas de campanha.
A equipe jurídica da Pernambuco de Coração informou, durante coletiva realizada nesta tarde, que pediu providências imediatas à Justiça Eleitoral. Entre as medidas solicitadas estão fiscalização dos locais denunciados, apreensão de materiais eventualmente irregulares e identificação das pessoas envolvidas.
A representação também solicita que João Campos e Carlos Costa sejam formalmente notificados para interromper eventuais práticas consideradas irregulares que possam estar relacionadas às respectivas candidaturas. A apresentação da denúncia, entretanto, não significa que os candidatos tenham sido responsabilizados pelos fatos relatados.
De acordo com o assessor jurídico Delmiro Campos, a coligação afirma já ter recebido mais de 100 fotografias e vídeos envolvendo suspeitas de boca de urna e até possível compra de votos. Ele informou ainda que os fatos foram comunicados à Polícia Federal para apuração.
A denúncia ocorre em meio a uma troca de acusações entre as duas coligações neste domingo de eleição. A própria Frente Popular também apresentou à Justiça Eleitoral relatos de supostos crimes eleitorais registrados em diferentes municípios de Pernambuco.
A Pernambuco de Coração ainda relacionou a situação à controvérsia envolvendo a chamada Operação Saturação, realizada pela Polícia Militar e questionada judicialmente pela Frente Popular na véspera da votação. O advogado Edgar Moury defendeu a atuação das forças de segurança durante o pleito e afirmou que o objetivo da representação é garantir a liberdade do eleitor.
As acusações apresentadas pela coligação agora dependem da análise das autoridades competentes. A existência de fotografias, vídeos e de uma representação eleitoral não comprova, por si só, a ocorrência dos crimes denunciados nem estabelece responsabilidade dos candidatos citados.



