
A chegada dos brasileiros deportados dos Estados Unidos, nesta sexta-feira (7), foi marcada por um misto de alívio e frustração. Muitos dos repatriados narraram momentos de tensão e sofrimento antes do retorno ao Brasil, reforçando as dificuldades enfrentadas por quem tenta entrar no país norte-americano de forma irregular.
Entre os deportados, o corretor de imóveis César Diego Justino, natural de Goiás, protagonizou uma cena simbólica: ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, ele beijou o chão, expressando sua gratidão por estar de volta ao país.
“Muito sofrimento”, relata deportado
Justino chegou aos EUA em 1º de outubro de 2024, com o objetivo de trabalhar e oferecer uma vida melhor à família. No entanto, logo após sua chegada, se entregou às autoridades migratórias, na esperança de regularizar sua situação. O plano, no entanto, não deu certo, e ele acabou detido por quatro meses antes da deportação.
“Eu não aconselho ninguém a fazer isso. Está muito difícil. Estão deportando todos. Passei 24 horas algemado, sem comida e sem água. Muita tristeza”, relatou o corretor.
Apesar da frustração, a experiência mudou sua visão sobre a imigração ilegal. “Eu não saio do Brasil mais. Nós somos ricos e não sabemos. A riqueza está aqui no Brasil“, declarou.
Repressão à imigração ilegal nos EUA
Os EUA têm intensificado a repressão contra imigrantes ilegais, reforçando deportações em massa e endurecendo os processos de solicitação de asilo. Muitos brasileiros, acreditando em uma oportunidade de recomeço, acabam detidos por meses em condições precárias antes de serem enviados de volta ao país de origem.
O governo brasileiro acompanha os casos e mantém diálogo com as autoridades americanas, mas alerta para os riscos da imigração irregular, que frequentemente resulta em situações de exploração, detenção prolongada e deportação.
O caso de César Diego Justino serve como um alerta para aqueles que sonham em deixar o Brasil sem um plano de regularização migratória, evidenciando que a busca pelo “sonho americano” pode, muitas vezes, se tornar um verdadeiro pesadelo.
