Alerta para homens: falta prolongada de ereções pode reduzir tamanho do pênis, dizem especialistas

Passar longos períodos sem ter ereções frequentes, inclusive as que acontecem de forma involuntária durante o sono, pode trazer impactos para a saúde do pênis. Especialistas alertam que a falta de estímulo pode comprometer o tecido peniano e, em alguns casos, até provocar redução no tamanho do órgão.
De acordo com o biomédico Vitor Mello, que atua na área de harmonização íntima masculina, a ausência de ereções por períodos prolongados reduz o fluxo de sangue no pênis, o que prejudica a oxigenação e a nutrição dos tecidos. Esse processo pode levar à substituição da musculatura lisa por colágeno, um tecido mais rígido e menos elástico.
Quando isso acontece, o resultado pode ser a perda de comprimento, diminuição da espessura e redução da firmeza das ereções. O especialista compara o funcionamento do pênis ao de outros músculos do corpo, que tendem a perder desempenho quando deixam de ser estimulados regularmente.
Estudos de pesquisadores da Universidade do Estado da Califórnia também apontam que a ausência prolongada de atividade sexual ou de ereções pode causar atrofia peniana. Em alguns casos analisados, a redução no tamanho do órgão chegou a cerca de dois centímetros.
O tema ganha ainda mais relevância diante de dados da Sociedade Brasileira de Urologia que indicam que aproximadamente metade dos homens brasileiros com mais de 40 anos já relatou algum tipo de dificuldade relacionada à ereção.
Apesar disso, especialistas destacam que não existe um prazo exato que determine quando os efeitos começam a aparecer. O ponto de atenção é quando o homem passa vários meses sem qualquer tipo de ereção, seja durante o sono ou em situações de estímulo.
Outro aspecto importante é que a saúde peniana não depende exclusivamente de relações sexuais com parceiros. A masturbação também pode ajudar a manter o fluxo sanguíneo e preservar o funcionamento dos tecidos.
Segundo especialistas, o organismo reage apenas à presença ou ausência de estímulos fisiológicos, independentemente dos motivos que levaram à falta de atividade sexual, como rotina de trabalho intensa, término de relacionamento ou decisões pessoais.
A boa notícia é que, na maioria das situações, o quadro pode ser revertido. Mudanças no estilo de vida, acompanhamento médico, controle hormonal e melhora da saúde vascular costumam ajudar na recuperação da função erétil. Em alguns casos, procedimentos minimamente invasivos também podem ser indicados para restaurar a saúde e a estrutura do órgão.



