Alerta máximo de chuva coloca 607 cidades em risco e já deixa mortos e desabrigados no Brasil

O avanço de um forte sistema de instabilidade colocou 607 municípios de seis estados brasileiros em situação de alerta máximo para acumulado de chuva. O cenário já provocou mortes, desaparecimentos, alagamentos e deixou centenas de pessoas fora de casa. A previsão indica que o quadro pode piorar até sexta-feira (27), aumentando o risco de novas ocorrências graves.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) classificou a situação como de “grande perigo”, com estimativa de precipitações que podem ultrapassar 60 milímetros por hora ou superar 100 milímetros em um único dia. Esse volume é considerado extremamente elevado e favorece enchentes, transbordamento de rios e deslizamentos de terra, principalmente em áreas urbanas e regiões com relevo acidentado.
Os estados sob maior ameaça são Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Bahia e Paraná. Em Minas, o risco é mais intenso na Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Campo das Vertentes, além da Região Metropolitana de Belo Horizonte e do Oeste mineiro. No Rio de Janeiro, o alerta inclui a Região Metropolitana, o Sul e Noroeste Fluminense, as Baixadas e o Centro do estado.
Em São Paulo, as áreas mais vulneráveis são o Vale do Paraíba, o Litoral Sul e a Região Metropolitana. Já no Espírito Santo, o aviso abrange regiões Norte, Sul, Noroeste e Central. O Sul da Bahia também está na rota das chuvas intensas, assim como a Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná.
A combinação de solo encharcado e previsão de novos temporais aumenta o risco de ocorrências em cadeia. Encostas podem ceder com mais facilidade e rios já cheios tendem a transbordar rapidamente. Autoridades monitoram pontos críticos e mantêm equipes de prontidão para atendimento emergencial.
Diante do perigo, a orientação é que moradores de áreas suscetíveis a alagamentos ou deslizamentos redobrem a atenção. A recomendação inclui desligar aparelhos elétricos e o disjuntor geral em caso de risco iminente, observar sinais como rachaduras em paredes e inclinação de árvores ou postes e proteger objetos pessoais se houver possibilidade de inundação. Em situações mais graves, a prioridade deve ser buscar abrigo em local seguro.
Em emergências, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. A recomendação das autoridades é acompanhar constantemente os avisos meteorológicos e agir preventivamente. A expectativa é que novos boletins sejam divulgados nos próximos dias, conforme a evolução das chuvas.



