
Está cada vez mais difícil ‘ajudar sem olhar quem’. Afinal, se tornou comum pessoas oportunistas abusarem da boa vontade de quem tem o coração bom e gosta de ajudar. Há relatos de um esquema criminoso que envolve pessoas deficientes que se colocam à disposição de elementos mal-intencionados que saem pelas cidades promovendo campanhas de arrecadação de alimento e dinheiro.
Pessoas com problemas de mobilidade, ou que deveriam estar acamadas, são jogadas no porta-malas de carros que circulam pela cidade com mensagens que tocam o coração. A campanha informa que a pessoa que está no veículo sofreu acidente ou foi vítima de alguma doença grave, que a impossibilita de trabalhar e conseguir dinheiro.
Há campanhas que percorrem diversas cidades com o mesmo personagem os 30 dias do mês. Considerando que numa cidade a campanha arrecade 500 quilos de alimento e 500 pessoas doem apenas R$ 1 real, em 30 dias o deficiente arrecadará média de R$ 15 mil reais e 15 toneladas de alimentos. Por ano, a campanha pode conseguir arrecadar R$ 180 mil reais.
É evidente que existam campanhas comprometidas com a coletividade e o filantropismo, a exemplo das promovidas pelas igrejas e instituições religiosas, sem fins lucrativos, que distribuem os alimentos arrecadados entre os mais pobres de uma cidade. No entanto, ainda assim é preciso tomar muito cuidado com elementos infiltrados nestes grupos que usam destas campanhas para tirar vantagem própria e se promover, para num futuro próximo ser candidato (a) em cargos eletivos.
Mães e pais, que muitas vezes não gostam de trabalhar, colocam seus filhos para pedirem esmolas pelas ruas para sensibilizar outras pessoas. Esmola não dá futuro. Dar dinheiro para idosos, crianças e pessoas em situação de rua acaba incentivando estas pessoas a ficarem em situação de risco e nas ruas.
Qual a melhor forma de ajudar e praticar a caridade?
Às vezes um vizinho nosso está passando por um aperto financeiro que compromete suas refeições diárias. Muitas vezes um parente nosso está mais necessitado do que estas pessoas oportunistas e abusadoras. Deve existir algum amigo próximo que necessita de sua ajuda, porém tem vergonha de pedir.
Às vezes a fome e a miséria está mais próxima do que se pensa. Então, antes de estender a mão para ajudar o oportunismo, não seria melhor abrir os olhos e enxergar a realidade próxima de você? Que tal dá uma volta no centro da sua cidade e ver as pessoas que dormem nas ruas e precisam deu sua ajuda. Não seria melhor visitar os abrigos e doar pessoalmente após entender a complexidade do seu funcionamento?
