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Violência dentro de residências deixa 15 mortos no Grande Recife em julho

A própria residência não ficou fora do alcance da violência armada no Grande Recife durante julho. Dados do Instituto Fogo Cruzado mostram que 18 pessoas foram atingidas por tiros dentro de imóveis residenciais ao longo do mês. Quinze delas morreram e outras três ficaram feridas.

A quantidade representa uma média de uma pessoa baleada em casa a cada dois dias. O indicador não apresentou mudança na comparação anual: julho de 2025 também terminou com 18 vítimas de disparos dentro de residências na Região Metropolitana do Recife.

Para a coordenadora regional do Instituto Fogo Cruzado em Pernambuco, Ana Maria Franca, a manutenção desse cenário demonstra que a violência armada permanece incorporada ao cotidiano de parte da população. Na avaliação dela, o problema alcança inclusive ambientes que deveriam funcionar como espaços de proteção e exige medidas capazes de interromper essa dinâmica.

Considerando todos os registros acompanhados pelo instituto, o Grande Recife contabilizou 92 tiroteios em julho. Esses episódios deixaram 97 pessoas baleadas, sendo 67 vítimas fatais e 30 feridos. Recife respondeu por 35 ocorrências, o equivalente a 38% dos tiroteios identificados no período, além de registrar 28 mortos e oito feridos.

Jaboatão dos Guararapes apareceu em seguida, com 17 tiroteios, dez mortos e oito feridos. Olinda teve nove ocorrências, seis mortes e dois feridos. No Cabo de Santo Agostinho foram registrados oito tiroteios, com cinco mortos e quatro feridos, enquanto Paulista somou seis casos, três mortes e três pessoas feridas.

O levantamento também contabilizou quatro homicídios múltiplos durante julho, responsáveis por oito mortes. Tanto a quantidade de ocorrências quanto o número de vítimas ficaram em patamar semelhante ao observado no mesmo mês de 2025. Outros seis moradores foram baleados durante assaltos ou tentativas de assalto. Um ano antes, sete pessoas haviam sido atingidas nesse tipo de crime.

Na análise por bairros, Maranguape II, em Paulista, acumulou quatro tiroteios, com três mortos e dois feridos. Cajueiro Seco e Muribeca, ambos em Jaboatão dos Guararapes, tiveram três ocorrências cada. Cajueiro Seco registrou uma morte e dois feridos, enquanto Muribeca teve dois mortos e dois feridos. Já Pixete, em São Lourenço da Mata, contabilizou três tiroteios e três mortes.

Os números fazem parte do monitoramento do Instituto Fogo Cruzado, organização que reúne, verifica e disponibiliza informações sobre violência armada. A instituição acompanha ocorrências nas regiões metropolitanas do Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Belém e mantém uma base aberta de dados alimentada por informações sobre tiroteios checadas em tempo real.

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