
O deputado estadual Renato Antunes (PL) fez duras críticas à Prefeitura do Recife por orientar servidores públicos sobre como agir durante visitas de vereadores a hospitais e postos de saúde. Segundo o parlamentar, a medida, baseada em uma recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), exigiria agendamento prévio para essas fiscalizações.
Para Antunes, a orientação representa uma forma de censura ao trabalho dos parlamentares municipais e foi classificada como autoritária. Ele afirmou que a gestão estaria tentando controlar o fluxo de informações para evitar que a população tome conhecimento de problemas estruturais e falhas nos serviços de saúde.
O deputado também criticou os investimentos em publicidade da Prefeitura. De acordo com ele, enquanto faltam recursos para melhorias na assistência à população, a administração municipal gasta mais de R$ 258 milhões em campanhas publicitárias que, segundo ele, não refletem a realidade enfrentada pelos recifenses.
Por outro lado, o deputado Waldemar Borges (PSB) rebateu as acusações. Ele defendeu que visitas de fiscalização devem ser feitas com responsabilidade, sem comprometer o funcionamento dos serviços. Citou como exemplo o trabalho da Comissão de Educação da Assembleia, que, segundo ele, realiza inspeções sem interferir no andamento das aulas.
O episódio evidencia mais um capítulo do embate entre oposição e governo municipal, colocando em pauta a transparência, os limites da fiscalização parlamentar e o uso dos recursos públicos.
