
O estado de Pernambuco vive seu inferno astral na área da saúde. Além da pandemia da COVID-19, da epidemia da gripe H3N2 e da Florona (uma mistura da COVID com a influenza A), agora a ANVISA confirmou o primeiro caso do superfungo resistente a medicamentos.
A Candida auris tem outros dois casos ainda em investigação, e aguardam divulgação de exames de laboratório. Os pacientes entraram para lista de suspeito após se internarem no Hospital da Restauração, em Recife.
Com o caso confirmado em Pernambuco, sobe para três o número de surto deste tipo de fungo no Brasil. O primeiro caso no mundo ocorreu em 2009 no ouvido de uma mulher do Japão, mas já foi identificado em diferentes locais do mundo, sobretudo em ambiente hospitalar.
Ainda não há informações científicas sobre como ocorre a infecção do fungo, mas provavelmente através de superfícies ou equipamentos hospitalares contaminados.
Sintomas de Candida auris
A infecção por Candida auris é mais comum em pessoas que permanecem internadas no hospital por longos períodos e possuem sistema imunológico comprometido, o que favorece a presença do fungo na corrente sanguínea, levando ao aparecimento de alguns sintomas, como por exemplo:
- Febre alta;
- Tontura;
- Fadiga;
- Aumento da frequência cardíaca;
- Vômitos.
Esse fungo foi primeiramente identificado no ouvido, no entanto também pode estar relacionado com infecções urinárias e do sistema respiratório, podendo ser confundido com outros microrganismos. Apesar disso, ainda não é muito bem esclarecido se o foco da infecção por Candida auris pode realmente ser o pulmão ou o sistema urinário, ou se o fungo surge nesses sistemas como consequência de infecção em outro local o organismo.
