Triplo homicídio no Recife leva João Campos a defender ofensiva contra facções em Pernambuco
Candidato ao Governo do Estado citou assassinato de três homens no Alto do Cruzeiro e afirmou que PCC e Comando Vermelho estão entrando em Pernambuco

O assassinato de três homens na madrugada desta quinta-feira (24), no Alto do Cruzeiro, em Nova Descoberta, Zona Norte do Recife, entrou no centro do debate sobre segurança pública durante uma sabatina com o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), na Rádio Maranata, em Jaboatão dos Guararapes.
As vítimas foram mortas a tiros em frente à Igreja Santa Maria Mãe de Deus. Ao comentar o episódio, João relacionou o crime ao que considera um avanço de organizações criminosas no estado e citou nominalmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
“Eu vou dar um nome, porque a gente tem que falar a verdade. Isso é o PCC e o Comando Vermelho entrando em Pernambuco. No meu Governo, bandido não vai ter vez”, declarou o candidato.
João argumentou que a presença das facções não deve ser analisada apenas pelas estatísticas de criminalidade. Segundo ele, quando organizações criminosas passam a controlar comunidades, a rotina dos moradores também é afetada, com restrições à circulação e às atividades de crianças, jovens e famílias.
Como resposta ao problema, o candidato voltou a defender o Pacto Antifacção. A proposta prevê atuação integrada das forças policiais, inteligência, órgãos federais e Secretaria da Fazenda. Uma das frentes seria rastrear o dinheiro das organizações criminosas para identificar movimentações financeiras e esquemas utilizados na lavagem de recursos.
O triplo homicídio também foi usado por João para questionar a distribuição do policiamento ostensivo na Região Metropolitana. O socialista defendeu maior presença de agentes nas periferias e afirmou que pretende modificar a forma como o efetivo é distribuído entre diferentes áreas.
A estratégia apresentada pelo candidato inclui ainda ampliar serviços públicos nas comunidades. João citou a expansão dos Compaz, com ações de esporte, cultura e qualificação profissional, defendendo que a presença do Estado aconteça antes da consolidação do crime organizado nos territórios.
Durante a sabatina, João também relacionou violência e turismo, citando Porto de Galinhas como uma das áreas que exigiriam atenção. Além da segurança, apresentou propostas para atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), construção de um hospital metropolitano, duplicação da PE-60, avanço da Transnordestina e atração de novos investimentos industriais para Pernambuco.



