
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria neste sábado (8) para aceitar a denúncia contra os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) por organização criminosa e corrupção passiva, envolvendo o repasse de emendas parlamentares.
A ministra Cármen Lúcia foi a última a votar, acompanhando o relator Cristiano Zanin. O ministro Alexandre de Moraes também já se posicionou a favor do recebimento da denúncia. O julgamento ocorre no plenário virtual e segue aberto até 11 de março, aguardando os votos dos ministros Flávio Dino e Luiz Fux.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), os parlamentares teriam participado da “comercialização” de ao menos R$ 7 milhões em emendas. As investigações começaram em 2020, quando o então prefeito de São José do Ribamar (MA), Eudes Sampaio, denunciou que foi cobrado em 25% sobre os valores destinados à saúde do município.
A Polícia Federal concluiu que o esquema teria operado por pelo menos cinco anos, com ameaças a prefeitos do interior do Maranhão. O relatório aponta que os três deputados ocupavam posição de comando na organização.
O PL e os parlamentares ainda não se manifestaram sobre a decisão do STF.
