
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6), a operação “Cortina de Fumaça”, voltada ao combate de uma organização criminosa investigada por crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A ofensiva acontece simultaneamente no Recife, Camaragibe, Caruaru e Bezerros.

A ação é considerada a 34ª Operação de Repressão Qualificada realizada pela corporação em 2026 e está vinculada à Diretoria Integrada Especializada (DIRESP). As investigações são conduzidas pela Delegacia de Crimes contra a Ordem Tributária (DECCOT), ligada ao DRACCO, sob coordenação do delegado Breno Varejão.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início em junho de 2023 e é resultado de uma atuação conjunta entre o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA), o Ministério Público de Pernambuco e órgãos estaduais de inteligência e fiscalização.
Ao longo desta quarta-feira, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de medidas judiciais de bloqueio de ativos financeiros, monitoramento eletrônico e suspensão de atividades comerciais de empresas investigadas.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara dos Crimes contra a Administração Pública e a Ordem Tributária da Capital.

Para a execução da operação, foram mobilizados 110 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. A investigação também contou com suporte da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DINTEL), do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro do Ministério Público (LAB-LD/MPPE) e da Secretaria da Fazenda de Pernambuco.
As autoridades investigam um suposto esquema de criação de empresas de fachada para emissão de notas fiscais fraudulentas, prática usada para encobrir circulação irregular de mercadorias e gerar créditos tributários fictícios.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre prisões ou valores bloqueados durante a operação. Novas informações deverão ser apresentadas pela assessoria da corporação ao longo do dia.








