Raquel Lyra denuncia ataques com fake news após pesquisa eleitoral e aciona Justiça em Pernambuco

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou nesta terça-feira (9) que tem sido alvo de ataques pessoais e da disseminação de informações falsas nas redes sociais desde a divulgação da mais recente pesquisa de intenções de voto para o Governo do Estado. Em entrevista à CNN Brasil, a gestora informou que decidiu recorrer à Justiça para responsabilizar os autores das publicações.
Segundo Raquel, o ambiente político em Pernambuco se tornou mais acirrado após a divulgação do levantamento realizado pelo Datafolha no fim de maio. A governadora relatou que passou a receber acusações de corrupção e outras mensagens consideradas difamatórias, muitas delas divulgadas por perfis sem identificação clara.
Durante a entrevista, a chefe do Executivo estadual defendeu que críticas à administração pública fazem parte do debate democrático, mas ressaltou que ataques pessoais baseados em informações falsas ultrapassam os limites da disputa política.
“Pode falar sobre a gestão, mas os ataques pessoais com fake news, mentiras e narrativas falsas são intoleráveis”, declarou. Ela acrescentou que sua equipe jurídica já está adotando medidas judiciais contra perfis que, segundo sua avaliação, têm atuado para distorcer fatos e disseminar desinformação.
Raquel também afirmou que não aceita ser associada a práticas que atribui aos adversários políticos. Ao comentar as acusações de que setores ligados ao governo estariam promovendo campanhas digitais contra o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), a governadora rejeitou qualquer comparação.
“Não me meçam com a sua régua”, respondeu ao ser questionada sobre o tema, acrescentando que acredita sofrer resistência de grupos que não esperavam o desempenho de sua gestão à frente do Estado.
A pesquisa mencionada pela governadora foi divulgada em 28 de maio e apontou Raquel Lyra com 48% das intenções de voto em um cenário de primeiro turno, enquanto João Campos apareceu com 43%.
Nos últimos meses, a disputa política em Pernambuco também tem sido marcada pela circulação de conteúdos produzidos com inteligência artificial e mensagens críticas direcionadas a possíveis candidatos ao governo estadual. Adversários da governadora afirmam que parte dessas publicações teria ligação com grupos alinhados ao Palácio do Campo das Princesas, acusação que é rejeitada por Raquel.
O caso agora deve avançar para a esfera judicial, enquanto o cenário político pernambucano segue aquecido com as movimentações antecipadas da sucessão estadual.



