
Em tempos em que o jornalismo deveria se dedicar a informar com responsabilidade e investigar com imparcialidade, é lamentável observar certos veículos insistindo em transformar aparições públicas espontâneas em munição para ataques velados. Toda vez que a primeira-dama de Gravatá, Viviane Facundes, participa de um evento cultural no município — como tantas outras lideranças locais fazem —, já se pode prever o roteiro: surge mais uma matéria sem frescor, reeditando os mesmos questionamentos baseados em processos sem decisão e procedimentos ainda sem resposta.
O padrão se repete com tanta frequência que soa mais como automatismo editorial do que como jornalismo. O que chama a atenção não é o conteúdo das reportagens — que, aliás, não trazem novidades ou avanços —, mas o timing quase ensaiado com que surgem, sempre alinhado a momentos de visibilidade da primeira-dama. Fica difícil acreditar em coincidência quando a pauta parece estar sempre pronta, esperando apenas o próximo evento para ser disparada.
Esse tipo de comportamento revela mais sobre os interesses por trás das manchetes do que sobre a gestão de quem é atacado. Ao invés de reconhecer o fortalecimento da cultura local, o incentivo às manifestações artísticas e o engajamento da população, opta-se por uma narrativa negativa, que carece de imparcialidade e se repete como um disco arranhado.
Enquanto Gravatá segue investindo em cultura, entretenimento e cidadania, alguns continuam batendo na mesma tecla, sem coragem de assumir a autoria do que se escreve e, mais grave, sem compromisso com a verdade. Afinal, quando falta pauta, inventa-se o enredo.
