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Projeto de Artes Visuais conclui formação profissional para adolescentes e jovens de Nazaré da Mata

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Realização e sentimento de alegria marcaram a culminância das atividades do Projeto ‘Nossa História, Nossa Cultura – a arte visual que nos inspira, educa e transforma’. O evento festivo aconteceu na manhã do último sábado (18), no Centro de Referência da Assistência Social (Cras), e teve a participação dos adolescentes e jovens, oficineiros e equipe envolvida na realização do projeto. Durante a solenidade, foi realizada a entrega dos certificados de reconhecimento profissional aos inscritos, que vivenciaram, de fevereiro a junho deste ano, oficinas gratuitas de fotografia, grafitagem, artesanato e marketing cultural, perfazendo mais de 90 horas-aulas, práticas e teóricas, de conhecimento gratuito. 

O projeto, resultado da aprovação no Prêmio Funarte Artes Visuais Periferias e Interiores – 2021/2022- da Fundação Nacional de Artes – Funarte,  ligada ao Ministério da Cidadania, do Governo Federal, tem como proposta trabalhar à inserção de adolescentes e jovens, dos 16 aos 24 anos, que residem no bairro do Alto da Santa, uma das áreas mais vulneráveis de Nazaré da Mata, interior de Pernambuco, nas Artes Visuais. O projeto também teve como proposta promover o estímulo à preservação e manutenção da cultura do Maracatu Rural – Patrimônio da Cultura Brasileira, dentro das artes visuais; o surgimento de novos negócios criativos; e geração de impacto sociocultural positivo dentro da comunidade. 

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Entre as atividades propostas pelo projeto, está a realização da oficina de grafitagem, na qual foram criados, dentro do bairro, 15 painéis, a céu aberto, inspirados na cultura local do maracatu rural, que coloriu ruas, praças, muros, escola, entre outros locais. A formação buscou trazer os participantes para construção das habilidades artísticas e, também, para relação ainda mais próxima com a cultura, despertando senso de autoestima entre os moradores, e fortalecendo a imagem da comunidade para uma rota do turismo comunitário.  “Estou feliz por ter aprendido bastante sobre a transformação que o grafite é capaz de fazer em nossas vidas. Durante as aulas, pude me expressar, tanto artisticamente, mas como morador. Isso nos dá orgulho e nos emociona”, afirma o estudante João Victor, autor de uma das pinturas. 

Outro importante resultado do projeto veio das oficinas de fotografia, artesanato e marketing. A cada encontro, os adolescentes e jovens puderam fazer uma imersão em conhecimentos teóricos e práticos. Diante das novas habilidades que iam se estabelecendo a cada oficina, os participantes foram tomando gosto para serem empreendedores locais. “Cheguei aqui sem saber de nada. Agora, estou decidida a colocar em prática todo o meu aprendizado” destaca, Ana Lúcia dos Santos, que sonha em tornar-se empresária local.  

O sentimento de realização e de expectativas superadas, também está presente na opinião de outros participantes. “Estávamos carentes dessa oportunidade. Hoje, com tudo que aprendi no curso, me sinto confiante para tocar projetos pessoais e profissionais. Quero poder incrementar minha renda confeccionando e vendendo os artesanatos inspirados no maracatu”, afirmou entusiasmada, Camila Teixeira da Silva Leite. 

Para além das habilidades manuais, de grafitagem e artesanato, os alunos participaram da oficina de marketing digital. As aulas contribuíram para ampliar o olhar dos adolescentes e jovens dentro do ambiente virtual, com foco no empreendedorismo. “Eu, antes do curso, não compreendia como poderia ganhar dinheiro com a internet. Mas, graças às aulas que tive, aprendi, na prática, como elaborar estratégias, planejar uma ideia e faturar muito dinheiro” diz, sorridente, Islaine Idalina Viana, que já atua no comércio de serviços do bairro.

O impacto do projeto do bairro também está presente na observação dos moradores. “Desde que o projeto começou aqui na comunidade temos visto um movimento diferente. Os adolescentes e jovens, que antes estavam ociosos, agora vejo que estão mais engajados e mobilizados.  Isso é muito bom. Eles estavam precisando. Além disso, nós estamos felizes porque o projeto coloriu nossas ruas. Perto de minha casa tinha um lugar que acumulava lixo há anos. Ninguém conseguia resolver o problema. Mas, graças ao projeto, foi feito um trabalho de grafitagem lá, e a situação resolveu-se” comenta, animado, o comerciante Eraldo Freitas. 

“A realização deste projeto é um sonho. Nasci e cresci aqui, são mais de 30 anos morando no Alto da Santa. E sempre fui movido pelo sentimento de, um dia, poder fazer um projeto cultural que cultivasse oportunidades nos meninos e meninas. A oportunidade chegou e, agora, estamos celebrando todas essas conquistas”, finaliza, o produtor cultural, idealizador e coordenador do projeto, Salatiel Cícero.

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