
A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma condição crônica que atinge milhões de brasileiros e pode levar à morte se não for controlada. Silenciosa na maior parte do tempo, a doença aumenta significativamente o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência renal e outras complicações graves.
Um dos principais fatores que contribuem para o descontrole da pressão é a alimentação. O consumo excessivo de certos alimentos pode acelerar o agravamento do quadro e dificultar o tratamento.
Entre os vilões mais perigosos estão os alimentos ricos em sódio. O sal em excesso provoca retenção de líquidos e aumenta a pressão sobre as paredes das artérias, exigindo mais do coração. Produtos industrializados, como macarrão instantâneo, temperos prontos, embutidos (presunto, salsicha, linguiça) e enlatados concentram grandes quantidades de sódio, mesmo em porções pequenas.
Outro inimigo silencioso é o açúcar. O consumo elevado de doces, refrigerantes e produtos ultraprocessados pode levar ao ganho de peso e à resistência à insulina, fatores que também contribuem para o aumento da pressão arterial.
Gorduras saturadas e trans, presentes em frituras, fast food, salgadinhos e alimentos processados, favorecem o acúmulo de placas de gordura nas artérias, o que dificulta a circulação e obriga o coração a trabalhar mais.
O álcool em excesso também deve ser evitado. Embora algumas pesquisas indiquem que o consumo moderado possa ter efeitos neutros, o abuso de bebidas alcoólicas está diretamente ligado ao aumento da pressão arterial e ao risco cardiovascular.
Especialistas recomendam uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais, carnes magras e alimentos com baixo teor de sódio e gordura. A prática regular de atividades físicas, a redução do estresse e o acompanhamento médico são fundamentais para manter a pressão sob controle.
Ignorar a hipertensão pode ser fatal. Por isso, mudanças no estilo de vida são essenciais para evitar surpresas e preservar a saúde do coração.
