
O prefeito de Gravatá, Joselito Gomes, decretou situação de emergência hídrica no município devido à grave estiagem que afeta diversas localidades. O Decreto nº 040/2024, emitido no último dia 24 de setembro, especifica as áreas mais atingidas, como o Distrito de Russinha e o Distrito de Avencas, além de diversas outras comunidades rurais, que estão sendo abastecidas exclusivamente por caminhões-pipa.
A estiagem, que já vinha sendo monitorada, agravou-se nos últimos meses. A falta de chuvas, confirmada pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), resultou em um déficit significativo nos índices pluviométricos da região. No trimestre entre julho e setembro de 2024, o acumulado de chuvas foi de apenas 119,9 mm, bem abaixo da média histórica de 219,1 mm. Com isso, os pequenos reservatórios da região secaram, restando apenas água salobra e salgada para uso animal.
As localidades afetadas, como os sítios Ladrilho, Russinha, Cascavel, e outras nos distritos de Russinha e Avencas, não possuem rede pública de abastecimento de água potável e dependem inteiramente do abastecimento por caminhões-pipa. A Prefeitura de Gravatá utiliza cinco caminhões para atender 837 cisternas bimestralmente, enquanto outras 100 cisternas comunitárias são abastecidas por três caminhões da operação carro-pipa do Governo Federal, beneficiando mais de 3 mil pessoas.
A Defesa Civil do município coordena as operações, e as autoridades locais já iniciaram a limpeza dos reservatórios para aproveitar as chuvas do próximo período chuvoso. A APAC, em nota técnica emitida no dia 10 de outubro, alertou sobre a continuidade dos efeitos da seca, reforçando a necessidade de medidas emergenciais.
A situação é considerada crítica, e a prefeitura segue monitorando de perto a crise hídrica, mobilizando recursos e medidas para mitigar os impactos sobre a população rural.
