
Seis policiais militares, incluindo cinco da ativa e um reformado, foram presos nesta segunda-feira (16) por participarem de uma organização criminosa que extorquia ambulantes no Brás, região central de São Paulo. A operação, batizada de Aurora, foi conduzida em parceria com o Ministério Público de São Paulo e também mirou uma policial civil e oito civis.
De acordo com as investigações, o esquema criminoso contava com a colaboração de agiotas para cobrar taxas mensais entre R$ 200 e R$ 300, além de até R$ 15 mil anuais, para permitir que os ambulantes, em sua maioria estrangeiros, montassem suas barracas nas ruas da região.
O grupo utilizava ameaças e pressões para garantir os pagamentos, explorando a vulnerabilidade dos comerciantes, muitos sem documentos regulares no país. Os valores extorquidos eram divididos entre os integrantes da organização, que operava de maneira estruturada no bairro conhecido pelo intenso comércio popular.
A operação resultou na apreensão de documentos e outros materiais que poderão ajudar na conclusão das investigações. Segundo o Ministério Público, o caso é mais um exemplo da corrupção que afeta a segurança pública e prejudica a economia informal.
As autoridades prometem desdobramentos nos próximos dias, com mais alvos sob investigação.
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