
Cerca de 16 navios petroleiros, muitos deles sob sanções impostas pelos Estados Unidos, deixaram a Venezuela de forma coordenada após o ataque militar americano que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A informação foi divulgada pelo jornal norte-americano The New York Times, com base em dados do site independente TankerTrackers, que monitora o transporte marítimo de petróleo.
De acordo com o levantamento, pelo menos 12 embarcações carregadas de petróleo venezuelano operaram em “modo escuro” — quando sistemas de rastreamento por satélite são desligados ou manipulados — para driblar o bloqueio e sair das águas territoriais do país. Quatro navios foram identificados utilizando nomes falsos e dados de localização incorretos: Veronica III, Vesna, Bertha e Aquila II, localizados a cerca de 50 km da costa da Venezuela.
O governo interino, liderado por Delcy Rodríguez após a intervenção militar americana, não autorizou a saída dos navios. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as sanções e o bloqueio permanecem em vigor, mesmo com a mudança de comando no país. As demais embarcações, segundo a reportagem, desligaram totalmente seus sistemas de localização e não foram mais identificadas em imagens de satélite recentes.
