Pesquisa mostra empate técnico e indica que cenário político de Pernambuco segue indefinido

A mais recente pesquisa do instituto RealTime Big Data mostra que ainda não há nada definido na disputa pelo Governo de Pernambuco. Os números apontam um cenário de forte equilíbrio entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB), que aparecem tecnicamente empatados tanto nas intenções de voto do primeiro turno quanto em uma eventual disputa de segundo turno.
No levantamento estimulado, quando os nomes dos possíveis candidatos são apresentados aos entrevistados, Raquel Lyra aparece com 44% das intenções de voto, enquanto João Campos registra 42%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, a diferença numérica entre os dois não representa uma liderança consolidada.
Ivan Moraes (PSOL) aparece com 3%, seguido por Renan Hallais (Missão), com 1%. Guilherme Fonseca (PSTU) não pontuou. Os votos nulos ou brancos somam 6%, enquanto 4% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.
A indefinição fica ainda mais evidente na pesquisa espontânea, modalidade na qual os eleitores informam suas preferências sem receber previamente uma lista com os nomes dos possíveis candidatos. Nesse cenário, Raquel Lyra foi citada por 21% e João Campos por 20%, uma diferença de apenas um ponto percentual.
Marília Arraes (PDT) foi lembrada por 1%, outros nomes somaram 3% e os votos nulos ou brancos chegaram a 10%. O dado que mais chama atenção é o número de pessoas que ainda não sabem ou não responderam: 45% dos entrevistados.
Esse percentual indica que quase metade do eleitorado pernambucano ainda não manifesta espontaneamente uma preferência para o Governo do Estado. Portanto, apesar das movimentações partidárias, dos apoios políticos e das articulações que começam a ganhar intensidade, a eleição continua aberta e sujeita a mudanças.
A pesquisa representa um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas, e não uma previsão do resultado das urnas. Até a eleição, fatores como alianças, convenções partidárias, escolha dos candidatos a vice, propaganda eleitoral, debates, desempenho das gestões e acontecimentos políticos poderão influenciar a decisão dos eleitores.
O RealTime Big Data ouviu 1.600 eleitores pernambucanos por telefone entre os dias 27 e 30 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi financiado com recursos próprios e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-08413/2026.
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