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Eleições 2026

Partidos que apoiam João Campos pedem ao TRE-PE e à PF medidas contra possíveis bloqueios de eleitores

Coligação de João Campos afirma ter recebido informações sobre eventuais operações de trânsito no Grande Recife e solicita providências preventivas para garantir o deslocamento no domingo (4)

A possibilidade de operações policiais interferirem no deslocamento de eleitores no Grande Recife levou a Frente Popular de Pernambuco, coligação do candidato João Campos (PSB), a procurar o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) e a Superintendência Regional da Polícia Federal. A iniciativa busca medidas preventivas para assegurar a circulação da população no primeiro turno das Eleições 2026, marcado para domingo (4).

Nas petições, a coligação afirma ter recebido informações de que poderiam ser realizadas ações de fiscalização capazes de provocar retenções ou atrasos no trânsito da Região Metropolitana do Recife. A alegação sobre a existência desse planejamento parte da própria Frente Popular e não é apresentada no material como uma medida oficialmente anunciada pelas forças de segurança.

Ao TRE-PE, a coligação solicita que sejam expedidas orientações à Secretaria de Defesa Social, Polícia Militar, Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), Polícia Civil, Detran e órgãos municipais responsáveis pelo trânsito. O objetivo do pedido é evitar blitzes ou bloqueios que possam comprometer o acesso dos eleitores aos locais de votação.

A representação também propõe que eventuais abordagens durante o período sejam concentradas em situações de flagrante delito ou de risco iminente à vida. No âmbito federal, regras semelhantes já foram estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Ministério da Justiça para as eleições de 2026. A Portaria Conjunta nº 4 determina que as ações da Polícia Rodoviária Federal não podem criar obstáculos indevidos à circulação dos eleitores e orienta que sejam evitados bloqueios e retenções capazes de comprometer injustificadamente o fluxo no dia da votação.

Em outra frente, a Frente Popular solicitou à Polícia Federal reforço das equipes de plantão para receber e apurar eventuais denúncias envolvendo bloqueios viários na Região Metropolitana. A coligação pede ainda que possíveis irregularidades sejam investigadas, inclusive quanto à identificação dos responsáveis pelas ordens, caso sejam constatadas.

A petição menciona como precedente as operações realizadas pela PRF durante as eleições de 2022. O episódio posteriormente integrou as apurações sobre o uso de estruturas estatais naquele período. O ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 24 anos e seis meses de prisão, enquanto Marília Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, recebeu pena de oito anos e seis meses. O STF também determinou a perda dos cargos públicos dos dois.

Para as eleições deste ano, as normas federais determinam que a atuação da PRF priorize a segurança, a fluidez do trânsito e a livre circulação dos cidadãos. A regulamentação vale tanto para o primeiro turno, em 4 de outubro, quanto para um eventual segundo turno, previsto para o dia 25.

Agora, os pedidos apresentados pela Frente Popular dependem da análise dos órgãos acionados. A iniciativa ocorre nos últimos dias da campanha e pretende estabelecer previamente os limites das operações de trânsito durante o período de votação em Pernambuco.

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