
Depois de 2 anos sem uma das celebrações mais animadas e aguardadas do ano, o Brasil inteiro se prepara para celebrar o seu tão conhecido carnaval. É tempo de muita folia, música, dança, agitação, bloquinhos, caracterizações e tanta euforia e entusiasmo pode fazer com que os brasileiros esqueçam de cuidar da saúde durante esse período festivo, disseminando e/ou contraindo doenças que são transmitidas ainda mais nessa época.
O microbiologista e professor dos cursos de saúde da UNINASSAU Petrolina, Melquisedec Oliveira, explica que é possível contraí-las por meio de qualquer tipo de contato feito diretamente com a boca. “As mais conhecidas são a herpes labial e a mononucleose infecciosa – conhecida como “doença do beijo” – porém é possível se infectar por microrganismos que causam a gonorreia, sífilis e até o HIV. Além disso, doenças infecciosas virais não sexuais, como gripe e COVID-19, também podem se disseminar por contato oral”, afirma.
As consequências das doenças dependem do agente causador. Na maioria das vezes a pessoa apresenta sintomas pouco específicos como febre, dor de cabeça e fadiga. Porém, nos casos de DSTs, o indivíduo pode apresentar lesões e ulcerações purulentas, feridas e edemas nos gânglios. Ou seja, ou ele apresenta sintomas gripais que somem com o tempo ou adquire uma doença permanente como herpes labial ou até mesmo a AIDS.
Para o microbiologista, a transmissão dessas doenças acontece porque é comum as pessoas ignorarem os riscos relacionados a elas e negligenciarem os cuidados de proteção como o uso da camisinha. “Além disso, às vezes, supõe-se que alguém não está infectado por não apresentar sinais externos de contaminação, mas ainda é possível que a pessoa seja uma fonte de transmissão pois pode haver lesões ativas nas partes internas da boca dela”, pontua.
Para diminuir as chances de contágio dessas enfermidades, principalmente durante esse período, é necessário manter uma boa higiene oral, evitar contato com pessoas que apresentam sinais óbvios de infecção como lesões, e sempre utilizar preservativo durante o sexo. O professor ainda alerta para a importância de se realizar os exames com periodicidade. “Vale reforçar, também a importância de realizar testes sorológicos para detecção de patógenos como o HIV. Pessoas sexualmente ativas devem fazer os testes com frequência, independentemente da época e de terem parceiros fixos ou casuais”, orienta.
