No governo do PT, salário saltou de R$ 200 para R$ 880 reais
Você deve ter percebido, principalmente na hora de fazer as compras no supermercado, que tudo está mais caro.
Você deve ter percebido, principalmente na hora de fazer as compras no supermercado, que tudo está mais caro. Neste mês de março, o Brasil registrou a maior inflação para o período dos últimos 28 anos – os preços subiram 1,62% depois de já terem avançado 1,01% em fevereiro.
Está cada vez mais difícil fechar as contas: enquanto os preços não param de subir, o aumento real de salário atinge cada vez menos categorias. Durante os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT, a situação era muito diferente: o salário mínimo teve aumento real (acima da inflação) de 76% entre 2002 e 2016, e 93,8% das categorias trabalhistas tiveram aumento maior do que a inflação no ano de 2010.
Com Bolsonaro, não apenas não houve nenhum aumento real do salário mínimo, como também 47% de todas as categorias trabalhistas tiveram perda salarial em 2021.
Em 2010, no último ano do governo Lula, a porcentagem de categorias com ganho salarial igual ou maior que a inflação era de 96,2% – apenas 3,8% das categorias tiveram perdas salariais naquele ano. Esses bons índices se mantiveram ao longo dos dois mandatos de Lula, graças à política de valorização do salário mínimo, que impactou boa parte da massa salarial do País.
Em um cenário de expansão econômica (em que pese a crise mundial de 2008) e inflação em baixa, a participação dos salários no PIB aumentou de 46,26%, em 2003, para 51,4% em 2009. Entre 2002 e 2015, o aumento real do salário mínimo foi de 76,54%. A política de valorização do salário mínimo, um dos pilares da inclusão social do período (que se tornaria modelo para o mundo), foi uma das principais responsáveis por manter a economia aquecida durante a crise econômica internacional de 2008.
Lula transformou a valorização do salário mínimo em lei, fruto de construção conjunta com os movimentos sindicais. A lei garantia o reajuste real do salário mínimo por meio de sua correção a partir do repasse da inflação do ano anterior somado à variação do PIB de dois anos antes. A política de valorização do salário mínimo foi renovada pela ex-presidenta Dilma Rousseff, que editou lei garantindo sua duração até 2019. O aumento real baseado em regras que davam previsibilidade aos agentes econômicos contribuía para estimular os investimentos na produtividade e portanto sustentar o crescimento de toda a cadeia salarial.
Com a eleição de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, imediatamente o salário mínimo tornou-se um problema para o governo. A política de valorização foi revogada e entre 2019 e 2022, o aumento real do salário mínimo foi de 0% (zero por cento). Estima-se que cerca de 48 milhões de pessoas tenham a remuneração baseada no salário mínimo no Brasil. São 3 anos de mínimo corroído pela altíssima inflação.
A economia em frangalhos de Bolsonaro e Paulo Guedes também tem impactos desastrosos no mercado de trabalho. Dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos socioeconômicos) apontam que os trabalhadores da iniciativa privada têm encontrado dificuldade em reajustar seus salários acima da inflação.
Nos últimos três anos, desde que Bolsonaro assumiu a Presidência, houve uma piora acentuada nessa questão. Em 2018, apenas 9% das categorias não havia conseguido aumento além da inflação. Em 2021, esse índice cresceu mais de cinco vezes, para 47%.
As causas que explicam esse fenômeno são a retomada lenta da economia depois da pandemia da covid-19 e a inflação acelerada, dois fatores que deveriam estar sob controle do governo Bolsonaro, que tem feito uma gestão desastrosa de todas as áreas, mas principalmente da área econômica. O povo paga a conta no mesmo passo em que o Brasil.