
A Nasa atingiu um marco histórico nesta quarta-feira (17), ao anunciar que o número de exoplanetas oficialmente confirmados chegou a seis mil. O anúncio foi feito pelo Instituto de Ciência de Exoplanetas (NExScI), responsável por monitorar todos os corpos planetários localizados fora do Sistema Solar.
Após três décadas de intensas pesquisas e avanços tecnológicos, a agência espacial norte-americana celebrou o feito como resultado direto de missões como os telescópios espaciais Kepler, TESS e James Webb, que revolucionaram a forma como a ciência observa o universo.
“Este marco representa décadas de exploração cósmica impulsionada pelos telescópios espaciais da Nasa. Essa exploração mudou completamente a forma como a humanidade vê o céu noturno”, destacou Shawn Domagal-Goldman, diretor interino da Divisão de Astrofísica da Sede da Nasa.
O número expressivo surge exatamente 30 anos após a descoberta do primeiro exoplaneta orbitando uma estrela semelhante ao Sol, o 51 Pegasi b, localizado a cerca de 50 anos-luz da Terra. Trata-se de um gigante gasoso com massa estimada em 0,64 vezes a de Júpiter.
A descoberta mais recente é o KMT-2023-BLG-1896L b, um planeta com características semelhantes às de Netuno, com atmosfera rica em hidrogênio e hélio e um núcleo composto por rochas e metais pesados — características comuns a muitos dos exoplanetas encontrados até hoje.
Segundo a Nasa, ainda existem mais de 8 mil possíveis exoplanetas aguardando confirmação, número que pode dobrar as estatísticas atuais nos próximos anos.
Desde o início da busca em meados da década de 1990, os cientistas têm encontrado uma variedade surpreendente de mundos — desde planetas gigantes gasosos a pequenos mundos rochosos semelhantes à Terra —, expandindo significativamente o conhecimento humano sobre as possibilidades de vida e formação planetária no cosmos.
